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Bradesco despenca mais de 17% e perde quase R$31 bi em valor de mercado

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) -O Bradesco amargou nesta quarta-feira a maior queda diária no valor de suas ações em mais de 20 anos, registrando uma perda de valor de mercado ao redor de 31 bilhões de reais, após o segundo maior banco privado do país reportar queda surpreendente no lucro do terceiro trimestre e indicar dificuldades adiante.

A rápida piora na qualidade da carteira de crédito levou o Bradesco a ampliar fortemente as provisões para perdas esperadas com calotes no terceiro trimestre. Com isso, a rentabilidade sobre o patrimônio, que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas, desabou 5,1 pontos percentuais, para 13%.

Em videoconferência sobre o balanço, executivos do Bradesco afirmaram que o banco deve sair ao longo de 2023 do que chamaram de "tempestade perfeita" no terceiro trimestre, mas que o lucro deve continuar pressionado nos próximos trimestres.

As ações preferenciais do Bradesco fecharam em queda de 17,38%, maior baixa desde setembro de 1998, a 15,35 reais, menor valor desde outubro de 2020.

O movimento ajudou a arrastar para baixo outros papéis de bancos. Itaú Unibanco, que divulga resultado na quinta-feira, afundou 4,8%, e Santander Brasil despencou quase 6%. O Ibovespa cedeu 2,2%.

A perda de valor de mercado do Bradesco nesta quarta-feira, de 30,7 bilhões de reais supera o valor de mercado de empresas como CCR, Assaí e Braskem, entre outras.

Analistas do BTG Pactual cortaram a recomendação das ações do banco para "neutra" e o preço-alvo de 25 para 21 reais após o balanço, além de reduzirem previsões de lucro para até 2024.

"Alguns dos problemas que afetam os resultados são provavelmente cíclicos, mas é difícil não acreditar que possa haver algo mais estrutural explicando a diferença de desempenho (em relação aos pares)", afirmaram Eduardo Rosman e equipe em relatório. "A recuperação dos resultados e da confiança do mercado não será rápida."

Analistas do Citi afirmaram ver a rápida deterioração das expectativas por parte da administração como um ponto de preocupação, que deve pressionar a ação dada a "falta de visibilidade para resultados futuros".

Rafael Frade e equipe de analistas do Citi também cortaram a recomendação das ações do Bradesco para "neutra", reduzindo o preço-alvo de 23 para 19 reais, bem como estimativas para o lucro em 2022 e 2023.

"Os resultados do terceiro trimestre do Bradesco surpreenderam não apenas com um grande aumento nas provisões, mas com uma indicação de que o quarto trimestre deve ser ainda pior, apresentando uma melhora gradativa a partir daí."

Na visão dos analistas do Safra, de modo geral, os resultados foram negativos, e a revisão da projeção para provisões aponta para um final de ano fraco.

"Apesar do crescimento do volume de crédito e da expansão dos spreads, as pressões sobre a margem financeira (NII) com o mercado e a deterioração da qualidade do crédito levaram a um resultado abaixo do esperado", afirmaram Silvio Doria e Gabriel Pucci em relatório a clientes.

Os analistas do Safra também acrescentaram que o balanço do Bradesco também mostrou uma perspectiva difícil de curto prazo.

(Edição de Alberto Alerigi Jr.)