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Bradesco BBI vê chance de 70% de política fiscal sólida pós-eleição; reitera Ibovespa em 130 mil

(Reuters) - O Bradesco BBI calcula uma chance de 70% de uma política fiscal sólida após a eleição presidencial no Brasil, o que, na visão do banco, seria benigno para as ações no país.

O Bradesco BBI ainda reiterou sua projeção de 130 mil pontos para o Ibovespa no final do ano. Tal prognóstico representa uma alta de cerca de 14% frente ao fechamento do Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, na véspera, de 114.070,48 pontos.

De acordo com o estrategista Andre Carvalho, que assina o relatório enviado no final da quinta-feria, uma política fiscal sólida após as eleições descomprimiria riscos e abriria espaço para flexibilização monetária.

"Uma política fiscal sólida pode desencadear 're-ratings' para múltiplos no Brasil", afirmou.

Ele também destacou que as ações brasileiras podem ser afetadas pela eleição por outros canais, como riscos regulatórios e empresas estatais, eventuais privatizações e medidas específicas voltadas ao mercado de capitais.

A pouco mais de uma semana do primeiro turno da eleição, o Bradesco BBI fez alterações em seu portfólio para Brasil, incluindo redução da exposição em Petrobras e a troca de Alpargatas por brMalls.

Também aumentou o peso nas chamadas ações 'bond proxies'.

"Gostamos de consumo, que deve se mostrar mais resiliente em um ambiente recessivo, dada a dinâmica positiva salarial, à medida que a inflação baixa e os salários nominais aumentam", afirmou.

A carteira do Bradesco BBI é composta por Itaú Unibanco (21%), Lojas Renner (12%), brMalls (6%), SulAmérica (4%), Ambev (7%), Vibra Energia (5%), Vamos (6%), Energisa (8%), Petrobras (15%) e Vale (16%).

(Por Paula Arend Laier)