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Braço da Via Láctea pode ter forma diferente do que se imaginava

·3 min de leitura

É possível que pelo menos uma parte dos braços externos da Via Láctea não seja tão bem definida e delineada quanto pensávamos. Essa é a conclusão de um novo estudo realizado com dados do telescópio espacial Hubble, que sugere que essa área da nossa galáxia tenha braços mais curtos e irregulares, parecidos com os da vizinha Messier 83.

Ao observar o céu noturno em regiões rurais e distantes da poluição luminosa dos grandes centros urbanos, vemos uma grande faixa de estrelas cruzando o céu. Esta faixa é a Via Láctea vista de lado, por estarmos dentro dela. Agora, façamos um exercício de imaginação: se pudéssemos viajar mais rápido que a luz e conseguíssemos chegar acima do plano da galáxia, veríamos um disco com braços espirais. Contudo, qual seria a forma deles?

Representação artística da Via Láctea de 2017, com indicações dos nomes dos braços (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (SSC/Caltech)
Representação artística da Via Láctea de 2017, com indicações dos nomes dos braços (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (SSC/Caltech)

Você provavelmente pensou em algo parecido com as diversas representações artísticas da Via Láctea, certo? Geralmente, essas imagens conceituais sugerem que ela é formada por braços longos e graciosos. Contudo, essas representações são feitas a partir dos dados que temos estando no interior da galáxia, o que dificulta a visualização de como eles podem realmente ser nas áreas mais distantes.

Assim, no novo estudo, os astrônomos construíram modelos do braço Perseus, e o colocaram com forma estreita e distinta. É comum que os mapeamentos da Via Láctea exijam a coleta de medidas das distâncias de diferentes objetos. Uma forma de fazer isso é com o movimento de nuvens gasosas, já que o movimento observado na linha de visão às nuvens está diretamente relacionado à distância, em função da rotação geral da galáxia.

Assim, os autores questionaram o que aconteceria se uma nuvem tivesse movimentos aleatórios, e investigaram a poeira delas. Mais especificamente, eles compararam as distâncias medidas através do tom de vermelho da poeira (quanto mais poeira há entre uma estrela e um telescópio, mais vermelha ela fica em relação à cor original) com aquelas determinadas pela velocidade.

Mapa do braço Perseus criado com medidas de fontes de rádio naturais (em rosa) e nuvens de poeira (em azul); na parte inferior, Perseus aparece na nova representação (Imagem: Reprodução/Joshua Peek (STScI)/Robert L. Hurt (Caltech, IPAC), Leah Hustak (STScI)
Mapa do braço Perseus criado com medidas de fontes de rádio naturais (em rosa) e nuvens de poeira (em azul); na parte inferior, Perseus aparece na nova representação (Imagem: Reprodução/Joshua Peek (STScI)/Robert L. Hurt (Caltech, IPAC), Leah Hustak (STScI)

Eles descobriram que grande parte das nuvens não está no braço Perseus, e se estendem por cerca de 10 mil anos-luz. “Pelo menos nesta parte da galáxia, não temos braços espirais longos e esguios”, observou Peek. “Há uma grande possibilidade de que o disco externo da Via Láctea seja parecido com o da Messier 83, com braços mais curtos e fragmentados”. Agora, a equipe quer estender o estudo para a parte interna da Via Láctea como uma forma de conseguir um “retrato completo” da forma da nossa galáxia.

Catherine Zucker, membro da equipe de Peek, planeja criar mapas tridimensionais dessa poeira para medir o avermelhamento de até 2 bilhões de estrelas. Depois, esses novos mapas da poeira podem ser relacionados aos levantamentos da velocidade do gás, permitindo refinar o mapa da parte interna da Via Láctea. “Podemos descobrir que, assim como o braço Perseus, essa região é ainda mais caótica e menos definida”, sugeriu ela.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório online arXiv, sem revisão por pares.

Fonte: Canaltech

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