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Boxeador italiano com tatuagens nazistas é criticado e poderá responder criminalmente

·3 minuto de leitura

RIO — O boxeador italiano Michele Broili, de 28 anos, já era alvo de críticas devido a suas tatuagens com referências nazistas, mas agora após uma luta no último sábado, pode também ser alvo de investigação. Em comunicado, a Federação Italiana de Boxe anunciou que pretende entrar com uma ação contra o competidor, que perdeu o título de super-pluma para Hassan Nourdine.

O campeão contou para a "Gazzetta dello Sport" que tentou se concentrar na disputa, enquanto fazia o possível para ignorar as tatuagens pertubadoras de Broili.

— Fui lá apenas para lutar e, ao longo da noite, procurei não me distrair e manter o foco. Mas ver as tatuagens no corpo de Broili me deu nojo — afirmou Nourdine.

A Federação de Boxe Italiana repudiou a conduta do atleta.

"A federação condena e estigmatiza o comportamento de seu membro e se dissocia de qualquer referência que suas tatuagens ofensivas evoquem", disse em comunicado.

As tatuagens de Broili — com referências à Schutzstaffen, uma organização paramilitar nazista, e ao número 88, que no simbolismo nazista é usado como uma saudação em vez de "Heil Hitler" — podem levar à sua desclassificação no meio esportivo, mas também podem lhe render um processo criminal.

— Pensei ter visto mal, não queria acreditar. Então decidimos focar na disputa, estávamos lá para isso. Naquele momento, não fazia sentido começar a discutir. Em minha opinião, ele é o clássico ingênuo que distorceu as ideias do mundo e da humanidade. Mas não há justificativa. Aqueles que frequentaram pelo menos o ensino médio sabem o que o nazismo fez e mesmo aqueles que não puderam frequentar sabem muito bem o que foi o Holocausto — disse Nourdine.

De acordo com a imprensa italiana, o caso será avaliado pela Polícia Judiciária e, depois, poderá seguir para o Ministério Público.

"Durante o evento percebemos algumas tatuagens no corpo do Boxer Broili enaltecendo o nazismo e, como tal, constituindo um comportamento inaceitável e sempre estigmatizado pela Federação de Boxe Italiana, que é constantemente implantada contra todas as formas de violência, discriminação e conduta ilícita e / ou criminoso", destacou a federação, lembrando que "este comportamento está em claro contraste com as regras sancionadas pelo Código de Conduta Desportiva".

Denis Conte, treinador de Michele Broili, disse à agência de notícias "Ansa" que o boxeador "não quer entrar na questão das tatuagens.

"Ele só fala de esporte e só quer fazer esporte", acrescentou.

Ele o descreve como "uma pessoa quieta, modesta e reservada", que dedica a maior parte de seus dias ao esporte: "Todas as manhãs ele sai para correr às 4h30, depois treina com o treinador esportivo às 11 e à noite treina em o ginásio".

"O meu boxeador sempre se comportou de maneira esportiva e correta", afirma o treinador.

As tatuagens de Michele Broili já haviam gerado polêmica em fevereiro de 2020, quando sua foto sem camisa apareceu no pôster do evento "Boxe Night", organizado pela associação esportiva Ardita, da qual Broili é membro, sob o patrocínio do município de Trieste. Após as denúncias, a prefeitura se defendeu alegando que não tinha conhecimento do fato e que, no final, os cartazes foram retirados dos muros e dos ônibus municipais.

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