Bovespa tem o 51º melhor desempenho em 2012, diz Austin

O fraco resultado da Bovespa durante o ano passado fez com que ela ocupasse o 51º lugar no ranking mundial de desempenho. Com valorização de apenas 7,82% no período, a Bolsa paulista ficou abaixo da mediana de seus pares internacionais, que corresponde a um ganho de 9,14%. O levantamento divulgado nesta quinta-feira foi feito pela Austin Rating e leva em conta a performance das 92 principais bolsas de valores do mundo.

Todos os valores correspondem apenas às oscilações dos índices na moeda de cada um dos países estudados. Além disso, o resultado equivale ao exato intervalo de 12 meses anteriores ao último pregão de 2012. No caso da Bovespa, por exemplo, a referência é 28 de dezembro do ano passado e 28 de dezembro de 2011. Se considerarmos o último pregão de 2011, que foi no dia 29 de dezembro, a valorização da Bovespa seria ainda menor, de 7,40%.

O ranking é liderado pela Bolsa de Valores da Venezuela, que teve valorização de 302,81%, desempenho seis vezes superior à segunda colocada, a bolsa de valores do Paquistão, com alta de 52,28%.

Quando se trata dos países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o desempenho foi modesto, com valorização mediana de 7,7%. Segundo a Austin, esse número reflete a expectativa do mercado para o crescimento dessas economias em 2012 e, principalmente, a queda dos preços de algumas commodities agrícolas e minerais. A bolsa de valores da Índia foi a melhor colocada no ranking, com ganho de 25,7% no ano passado, na 15ª posição.

Mesmo com a lenta recuperação da economia norte-americana, os principais índices de Wall Street conseguiram apresentar uma alta importante em 2012, o que, segundo a agência de classificação de risco, revela um cenário mais otimista para a expansão do país neste ano.

A zona do euro, principal protagonista de notícias que levaram o mercado acionário mundial a preferir a aversão ao risco no ano passado, apresentou valorização mediana de 8,9%. E foi justamente a bolsa de Atenas que registrou a maior alta dentro do bloco, com ganho de 49,2% (5ª posição), devido à fraca base de comparação. Já o principal índice da Espanha (IBEX 35) encerrou o ano passado com queda de 5%, refletindo o cenário mais pessimista por parte dos investidores em relação à economia do país.

Carregando...