Bovespa sobe 1,22% puxada por Petrobras e bancos

A Bovespa fechou em alta nesta quinta-feira, com a volta do apetite por risco após o acordo nos Estados Unidos para evitar o abismo fiscal. Em Nova York, no entanto, os mercados permaneciam com viés de queda, após a forte alta registrada na quarta-feira (02). Os papéis de Petrobras e bancos tiveram desempenho positivo e puxaram o índice.

O Ibovespa encerrou com valorização de 1,22%, aos 63.312,46 pontos, depois de atingir mínima de 62.341 pontos (-0,33%) e máxima de 63.473 pontos (+1,47%). O volume financeiro foi de R$ 7,13 bilhões. Às 17h50 (horário de Brasília), o Dow Jones recuava 0,11%, o S&P 500, 0,16%, e o Nasdaq, 0,25%.

"O acordo nos EUA tirou um peso muito grande no curtíssimo prazo. Retirou um risco, que era o aumento de impostos para a classe média. Isso aumenta a confiança das empresas e dos investidores", disse Hersz Ferman, da Yield Capital. Segundo o gestor, o fato de os cortes de gastos terem sido postergados por dois meses deve significar volatilidade mais à frente. "Mas pelo menos o mercado ganhou dois meses de respiro."

Para Hersz, o movimento da Bolsa neste começo de ano é muito mais macro do que micro. "A posição em ações ainda está bastante baixa. A alocação é muito grande em bonds (títulos do Tesouro norte-americano) e muito menor do que o normal em ativos de risco." De acordo com ele, a partir do final do ano passado os recursos começaram a voltar para as ações, e esse movimento continua no começo de 2013.

Nesta quinta-feira, isso acabou se refletindo nos setores mais líquidos, como os de bancos, siderúrgicas e construtoras, que acabaram puxando bastante a Bolsa. Entre os papéis mais negociados, Petrobras PN avançou 3,61%, enquanto a ON subiu 3,73%, entre as maiores altas do Ibovespa. Vale PNA recuou 1,20% e a ON, 1,70%. As ações da mineradora passaram por realização de lucros, depois de terem subido mais de 4% ontem.

No exterior, as bolsas americanas operavam em alta até a divulgação da ata da reunião do Fed de 11 e 12 de dezembro. O documento mostrou que as autoridades estão divididas sobre quando interromper o programa de compra de ativos, que adiciona US$ 85 bilhões por mês em bônus e garantias hipotecárias no portfólio do BC dos EUA, com poucos preferindo que ele continue até o final do ano, alguns querendo terminar o programa bem antes e outros preferindo que ele termine já.

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