Bovespa segue exterior, cai e perde os 58.000 pontos

Depois de passar a primeira parte dos negócios entre altas e baixas, o Ibovespa se firmou em trajetória de queda a partir das 15 horas, com a piora dos índices das Bolsas de Nova York. Em um dia fraco de indicadores nos Estados Unidos, os investidores seguiram acompanhando as negociações entre a Casa Branca e o Congresso com o intuito evitar o abismo fiscal, a série de aumentos de impostos e cortes de gastos previstos para entrar em vigor em 1º de janeiro.

Sem novidades no radar, a cautela prevaleceu e os investidores venderam papéis mais líquidos, como Petrobras e Vale, que ajudaram a Bovespa a perder nesta terça-feira os 58 mil pontos conquistados na véspera.

O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 1,10%, aos 57.563,23 pontos. Na máxima do dia, avançou 0,55%, para 58.520 pontos, e, na mínima, cedeu aos 57.547 pontos (-1,13%). No mês, a Bolsa acumula leve ganho, de 0,16%, e, no ano, a alta chega a 1,43%. O giro financeiro no pregão totalizou R$ 6,923 bilhões. Os dados são preliminares.

"O movimento de queda hoje é natural, a Bolsa acabou não conseguindo se sustentar frente a um mercado externo mais fraco", disse o analista da Leme Investimentos João Pedro Brugger. Das 68 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas 18 fecharam no azul. "Para falar a verdade, me surpreendeu o Ibovespa ter operado em alta durante a manhã, já que ontem, após o fechamento da Bolsa doméstica, os índices das bolsas norte-americanas pioraram bem", acrescentou.

Entre as blue chips, Petrobras ON e PN recuaram 1,39% e 0,95%, respectivamente, acompanhando a queda no preço do petróleo nos mercados internacionais. Os contratos com entrega em janeiro negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) encerraram em queda de 0,66%, a US$ 88,50 o barril.

Vale viu seus papéis ON e PNA perderem 1,82% e 1,69%, respectivamente, em linha com a desvalorização dos metais básicos no exterior.

Os destaques de queda do Ibovespa foram liderados por Marfrig ON, que teve forte perda, de 15,50%, em meio a definições sobre o preço da oferta pública primária da companhia, em que poderá alcançar até R$ 1,5 bilhão. Segundo operadores, a queda das ações pode ser um indício de falta de demanda na operação. Em seguida, apareceram B2W (-5,10%), Lojas Americanas PN (-3,92%), Gafisa ON (-3,61%) e Braskem PNA (-1,13%).

O ranking de altas do índice foi puxado por MMX ON, que subiu 6,18%. A companhia do grupo EBX comunicou mais cedo que o Conselho de Administração da mineradora aprovou um aumento de capital no valor aproximado de R$ 1,4 bilhão. Outro destaque foi Cteep PN (+5,20%), beneficiada pela elevação de recomendação de uma grande corretora, após acionistas da companhia aprovarem na segunda-feira (03) a renovação de concessões sob as novas regras impostas pelo governo federal. Completaram a lista de maiores altas Cetip (+4,18%), Suzano PNA (+3,57%) e Fibria ON (+2,97%).

Em Wall Street, por volta das 17h40 (horário de Brasília), o índice Dow Jones tinha variação positiva de 0,03%, enquanto o S&P500 recuava 0,08% e o Nasdaq perdia 0,23%.

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