Bovespa ignora NY, sobe 0,49% e ganha 1,9% na semana

A Bovespa conseguiu se descolar do exterior e fechar em alta nesta sexta-feira, embora sem romper os 60 mil pontos. O forte avanço dos papéis da Petrobras e da Vale foram responsáveis por sustentar o índice no campo positivo na maior parte da sessão. Os dados melhores sobre a economia dos Estados Unidos e o indicador sobre o setor industrial da China contribuíram para o movimento. No caso da China, o dado refletiu positivamente sobre as commodities e, consequentemente, sobre as ações da mineradora brasileira. Tudo isso, no entanto, sem tirar o foco da questão do abismo fiscal norte-americano.

O Ibovespa encerrou com ganho de 0,49%, aos 59.604,92 pontos. Na semana, a Bolsa subiu 1,91% e registrou a segunda semana consecutiva de alta. No mês e no ano, os ganhos foram ampliados para 3,71% e 5,02%, respectivamente. Na mínima, o índice atingiu 59.273 pontos (-0,07%) e, na máxima, 59.824 pontos (+0,86%). O giro financeiro ficou em R$ 7,558 bilhões. Os dados são preliminares.

Para o sócio-diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso, a expectativa de que haja uma acordo na questão fiscal dos EUA ditou a trégua no mercado acionário brasileiro, juntamente com o dado da China. "A Bolsa subiu em cima da expectativa de que se chegue a um acordo fiscal. Ninguém acredita que não irá haver uma solução. O problema é que o momento político não é igual ao momento do mercado financeiro", disse, explicando que, por isso, as reações acontecem, muitas vezes, em momentos distintos do fato.

As blue chips - Vale e Petrobras - conseguiram terminar com ganhos significativos e todas figuraram entre os destaques de alta do índice. No caso da mineradora, a China motivou a recuperação dos papéis. O Índice HSBC de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar subiu para 50,9 em dezembro, ante leitura final de 50,5 em novembro. Trata-se do maior nível em 14 meses e mostra que a economia chinesa segue em expansão, por estar acima de 50. Com isso, as ações ON da Vale encerraram com valorização de 3,99% e as PNA, de 3,17%.

Já no caso da Petrobras, não houve um fato novo que justificasse os ganhos. Mas, segundo um operador, o movimento é atribuído, em parte, ao vencimento de opções sobre ações na segunda-feira (17). Além disso, o profissional lembra que o mercado trabalha com a expectativa de que o governo irá reajustar os combustíveis no primeiro trimestre de 2013, o que também acaba atraindo investidor na ponta compradora. A ação ON da petroleira terminou com ganho de 3,95% e a PN, de 3,27%.

Em Nova York, às 17h48 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,15% e o Nasdaq cedia 0,62%.

Nem mesmo os dados positivos sobre a economia norte-americana trouxeram alívio para o mercado acionário. A produção industrial nos EUA subiu 1,1% em novembro ante outubro, superando as previsões de aumento de 0,2%. Outro indicador positivo sobre a economia dos EUA foi o índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial, que avançou para 54,2 na leitura preliminar de dezembro, de 52,8 em novembro, apontando expansão da atividade.

Carregando...