Bovespa abre em alta com atenções no exterior

Por mais que o Brasil esteja atuando em várias frentes a fim de reativar o crescimento econômico, é o exterior que deve comandar o rumo da Bovespa nesta quinta-feira. Os investidores seguem atentos às negociações entre a Casa Branca e o Congresso para evitar que os Estados Unidos caíam no abismo fiscal. Por enquanto, o viés positivo prevalece, após o presidente norte-americano, Barack Obama, afirmar que o impasse entre republicanos e democratas pode ser resolvido em até "uma semana". Mas o dia promete ser, novamente, de intenso vaivém. Às 10h08, o Ibovespa subia 0,27%, aos 57.834,30 pontos.

O estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, afirma que, "para variar", a Bolsa seguirá refém dos mercados internacionais hoje. "Estamos nas mãos do Obama." Ele pondera que, apesar dos sinais de progresso entre o governo dos EUA e a oposição para evitar que uma série de cortes de gastos e aumento de impostos entre em vigor a partir de janeiro de 2013, a "volatilidade segue em voga".

Até porque a agenda econômica no exterior é forte hoje, com destaque para os dados sobre as demissões anunciadas nos EUA em novembro (10h30, de Brasília) e sobre os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país (11h30). Já na Europa, as atenções se voltam para a decisão de política monetária na zona do euro (10h45), que será seguida de uma entrevista coletiva do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, às 11h30.

No horário acima, o futuro do S&P 500 tinha leve baixa de 0,14%. A Bolsa de Londres exibia ligeiro avanço de 0,07% e a de Paris tinha +0,05%. Já Frankfurt avançava 0,84%.

Por enquanto, acredita Galdi, a reação do mercado acionário doméstico aos inúmeros esforços que vêm sendo adotados pelo governo brasileiro deve ser mais de cautela do que de euforia. Dessa forma, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã, também deve ter efeito neutro entre as ações brasileiras.

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