Bovespa não abandona cautela e oscila na abertura

Os investidores voltam a assumir uma postura mais conservadora nesta quarta-feira, na expectativa pelo alongamento do prazo sobre o teto da dívida norte-americana até meados de maio. Com isso, a Bovespa repete o movimento que vem sendo a tônica dos últimos pregões e adota novamente um comportamento lateral. Porém, o ligeiro viés negativo exibido pelos índices futuros em Nova York devem ser replicados na abertura dos negócios locais.

Às 10h05, o Ibovespa caía 0,13%, aos 61.614,25 pontos, enquanto, em Wall Street, o futuro do S&P 500 cedia 0,07%. Já o Nasdaq 100 futuro subia 0,16%, embalado pelos resultados trimestrais de Google e IBM. Os índices acionários seguem buscando uma acomodação, a despeito de um quadro mais propício e menos estressante aos ativos de risco, diante dos sólidos resultados da atual temporada de balanços e da perspectiva de alguma resolução do endividamento dos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira deve acontecer na Câmara dos Representantes a votação do projeto republicano que estende até 19 de maio o teto da dívida norte-americana. Na agenda de indicadores, será divulgado, às 12 horas, o índice de preços de moradias em novembro e, às 19h30, é a vez dos estoques semanais de petróleo bruto e derivados no país.

Já no Brasil, o IBGE anunciou uma aceleração do indicador visto como uma prévia da inflação oficial do País. O IPCA-15 subiu 0,88% em janeiro, após avançar 0,69% em dezembro. O resultado ficou acima do teto do intervalo das estimativas coletadas pelo AE Projeções, de 0,86%, e eleva as incertezas quanto ao cenário para a alta dos preços no Brasil.

Isso aumenta as preocupações quanto ao eventual anúncio de aumento de combustíveis, a fim de aliviar o caixa de Petrobras. Fontes disseram que a estatal petrolífera ultrapassou a barreira que é usada como referência por agências de classificação de risco, o que acende a luz amarela sobre o endividamento da companhia.

Em meio às críticas feitas ao governo sobre a atividade lenta e a inflação alta, a presidente Dilma Rousseff faz um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta noite, para reiterar a decisão do governo de reduzir em 16,2% a conta de luz dos consumidores residenciais e em até 28% o custo para as empresas, a partir de fevereiro.

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