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Boulos: "Jesus seria apedrejado no Brasil de 2020"

Redação Notícias
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Brazilian presidential candidate Guilherme Boulos (PSOL), takes part in the last presidential debate ahead of the October 7 general election, at Globo television network headquarters in Rio de Janeiro, Brazil on October 04, 2018. - Right-wing frontrunner Jair Bolsonaro, who was stabbed on September 6 during a campaign rally in the southern state of Minas Gerais, is absent due to medical reasons. (Photo by Daniel RAMALHO / AFP)        (Photo credit should read DANIEL RAMALHO/AFP via Getty Images)
(Foto: Getty Images)

Em entrevista para a série “Cosmovisão”, do jornalista Morris Kachani, do Estadão, o candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), falou que “em 2020, Jesus seria apedrejado por boa parte dos que se dizem cristãos”.

“Hoje tem essa coisa de dizer que os evangélicos estão com Bolsonaro; a religião virou uma defensora do conservadorismo. Agora você pega, qual o exemplo histórico de Jesus Cristo? Acolher necessitados, tolerância em relação a aqueles que sofriam, defesa da igualdade e da justiça, dividir o pão e os peixes. Eu fico imaginando se Jesus vivesse no Brasil de 2020. Ele ia ser apedrejado por boa parte dos que se dizem cristãos. O que tem de falso profeta, de vendilhão do tempo, de fariseu, gente que usa o cristianismo para poder explorar a fé das pessoas e fazer política em cima disso… Como é que o Bolsonaro vem falar de valores cristãos, um cara que só prega ódio, a morte, detesta a vida, a diversidade? Morrem 140 mil e ele diz que não tá nem aí, que não é coveiro”, criticou.

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Boulos também falou que há muita “mistificação” a respeita da violência na periferia. “A cidade de São Paulo tem dois mundos. Do ponto de vista da vivência cotidiana, tem muita mistificação de que a periferia é violenta, perigosa. Eu fui assaltado duas vezes no centro expandido, uma em Pinheiros e outra na Praça da Sé. Moro na periferia há quase 20 anos e nunca fui assaltado. Na periferia tem uma coisa que no centro se perdeu, um pouco da raiz comunitária, conhecer o vizinho, pedir ajuda para o vizinho, conversar na calçada, conhecer todo mundo do bairro. E a dinâmica urbana cria cada vez mais gente sozinha; São Paulo é um amontoado de gente sozinha na multidão”, contou.

Na última pesquisa Datafolha, Boulos apareceu em terceiro lugar, com 9% da preferência do eleitorado, atrás de Celso Russomano e Bruno Covas, e à frente de Márcio França e Jilmar Tatto.