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Botões ‘não gostei’ e ‘não estou interessado’ do Youtube mal funcionam, diz estudo

Botões ‘não gostei’ e ‘não estou interessado’ do Youtube mal funcionam, diz estudo
Botões ‘não gostei’ e ‘não estou interessado’ do Youtube mal funcionam, diz estudo
  • Foram usados dados de recomendação de mais de 20.000 usuários do YouTube;

  • O envio de sinais de “não gostei” evitou 12% de recomendações ruins,

  • Os botões “não recomendar canal” e “remover do histórico” foram um pouco mais eficazes

Um novo estudo realizado pelo Mozila apontou que mesmo que usuários do Youtube digam que não estão interessados em certos tipos de vídeos, recomendações semelhantes continuam sendo oferecidas pela plataforma.

Usando dados de recomendações de vídeo de mais de 20.000 usuários do YouTube, os pesquisadores descobriram que botões como “não tenho interesse”, “não gostei”, “parar de recomendar canal” e “remover do histórico de exibição” são amplamente ineficazes para impedir que conteúdo semelhante seja recomendado.

Mesmo no seu melhor, esses botões ainda permitem mais da metade das recomendações semelhantes às que um usuário disse que não estava interessado, segundo o relatório. Na pior das hipóteses, os botões mal conseguiram bloquear vídeos semelhantes.

Os voluntários da pesquisa foram atribuídos aleatoriamente a um grupo, que enviou diferentes feedbacks à plataforma: “não gostei”, “não tenho interesse”, “não recomendo canal”, ‘remover do histórico” e um grupo de controle para quem nenhum feedback foi enviado para a plataforma.

Usando dados coletados de mais de 500 milhões de vídeos recomendados, os assistentes de pesquisa criaram mais de 44.000 pares de vídeos – um vídeo “rejeitado”, além de um vídeo posteriormente recomendado pelo YouTube. Os pesquisadores então avaliaram os próprios pares ou usaram o aprendizado de máquina para decidir se a recomendação era muito semelhante ao vídeo que um usuário rejeitou.

O envio de sinais de “não gostei” e “não estou interessado” foi apenas “marginalmente eficaz” na prevenção de recomendações ruins, evitando 12% de 11% de recomendações ruins, respectivamente. Os botões “não recomendar canal” e “remover do histórico” foram um pouco mais eficazes – eles evitaram 43% e 29% de recomendações ruins – mas os pesquisadores dizem que as ferramentas oferecidas pela plataforma ainda são inadequadas para afastar conteúdo indesejado.

“O YouTube deve respeitar o feedback que os usuários compartilham sobre sua experiência, tratando-os como sinais significativos sobre como as pessoas querem gastar seu tempo na plataforma”, escrevem os pesquisadores.