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Devolvam o Tricolor de vocês: Botafogo 1 x 0 São Paulo

Mauro Beting
·2 minuto de leitura
Diego Loureiro FOTO Buda Mendes/Getty Images

Antes de a bola rolar neste maluco BR-20, se fosse proposto ao são-paulino ele fechar com o quarto lugar e não se falasse mais nada disso, as partes estariam satisfeitas.

O problema é que os sete pontos de liderança fizeram o tricolor delirar depois da década mais desafiadora e com tantos torneios da história do clube. No jejum de 1957 a 1970 havia um Morumbi sendo construído, um Santos destruidor, uma Academia do Palmeiras sendo montada, outros grandes times da Era de Ouro tricampeã mundial como o Botafogo e o Cruzeiro da segunda metade dos anos 1960. Menos campeonatos em disputa (inclusive a Taça Brasil que o clube nunca conseguiu disputar) também explicam aquela seca.

Agora é muita coisa errada que dá no Morumbi. Muita coisa mal feita. Mal bolada. Mal pensada. Mal executada. Mal gerida. Mal parida. Mal decidida fora e dentro de campo. Mal jogada, em suma.

E em um Brasileirão em que as equipes pareciam que não queriam vencer, a frustração acaba sendo ainda maior. Do tamanho de uma derrota que não se pode perder neste momento em que ainda se luta pelo G-4 no Rio de Janeiro. Contra um Botafogo rebaixado. Desarmado. E que foi melhor independente da expulsão justa de Reinaldo na primeira etapa. Até a marcação de um dos pênaltis mais absurdos já marcados, aos 34 finais. E ainda mais com VAR para chamar a atenção do árbitro, dentro do protocolo que abre o campo para se definir o que é um erro “claro”.

Como foi claríssimo.

Luciano perdeu o pênalti, ou melhor, Diego Loureiro o defendeu. Em uma atuação indefensável do São Paulo. Emulando demais a debacle palmeirense no BR-09, quando o time perdeu três titulares, e foi caindo pela tabela depois da troca do interino Jorginho por Muricy Ramalho, e nem para a Libertadores chegou quando perdeu na última rodada para o mesmo Botafogo. Vendo a disputa do título ficar entre Flamengo e Inter.

Não sei se o roteiro se repete em 2020. Mas que é fracasso do tamanho da glória são-paulina, não há rival que não concorde.