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Boom global de semicondutores esfria com recessão à vista

(Bloomberg) -- Mesmo em um setor famoso por seus ciclos de montanha-russa, fabricantes de chips se preparam para uma mudança particularmente drástica nos próximos meses, quando um aumento recorde das vendas ameaça dar lugar ao pior declínio em uma década ou mais.

O mercado de semicondutores se beneficiou de um enorme salto das encomendas durante a pandemia, o que levou vendas e preços de ações a novas máximas e desencadeou uma corrida global para encontrar suprimentos. Havia esperança em alguns segmentos de que o boom pudesse ser sustentado por vários anos, sem um retrocesso doloroso, mas fabricantes de chips agora enfrentam um problema conhecido: estoque crescente e demanda em queda.

É um dilema tão antigo quanto a era da computação. Uma fábrica de chips leva anos para ser construída, e nem sempre entra em operação quando mais se necessita dela. Nos últimos anos, o problema era a falta de suprimentos. Ainda neste trimestre, montadoras e alguns outros clientes se queixavam de que ainda não conseguiam obter componentes eletrônicos suficientes.

Mas a sorte mudou rapidamente para os maiores fabricantes de chips. Empresas como a Nvidia relatam quedas anuais acima de 40% em suas principais unidades de negócio, enquanto a Micron Technology alerta que a demanda tem evaporado rapidamente em muitas áreas. Esta semana, dados do governo chinês mostraram que a produção de circuitos integrados caiu 17% em julho após sólido crescimento em 2021, na esteira de choques na cadeia de suprimentos e redução da demanda por chips de baixo custo no maior mercado de semicondutores do mundo.

A face traiçoeira do ciclo de semicondutores ficou evidente quando o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou a Lei Chips e Ciência, com recursos de US$ 52 bilhões para subsidiar a produção doméstica – justo no dia em que a Micron, maior fabricante de chips de memória dos EUA, disse a investidores que a demanda estava em queda.

Fabricantes de computadores pessoais, alguns dos maiores compradores de chips, foram os que sinalizaram tempos mais sombrios. As remessas de processadores para desktops caíram para o nível mais baixo em quase três décadas no segundo trimestre, de acordo com a Mercury Research. As entregas totais de processadores registraram a maior queda na comparação anual desde 1984.

É uma forte ressaca após os lockdowns da pandemia, quando o home office estimulou a demanda por PCs e outros aparelhos. Fabricantes de chips se apressavam para atender a enxurrada de pedidos, e gargalos nas cadeias de suprimentos deixavam clientes ainda mais desesperados. Produtores de aparelhos eletrônicos estavam dispostos a comprar chips a qualquer preço que pudessem.

Agora, consumidores reduzem compras de itens caros e usuários de chips seguem o exemplo. Isso criou o que a indústria chama de “correção de estoque”. A última crise desse tipo ocorreu em 2019, e geralmente não dura muito.

Mas a expectativa é que esta seja especialmente forte devido ao enfraquecimento da economia global. Se uma correção de estoque acontecer ao mesmo tempo em que a economia entrar em recessão, o setor não conseguirá se recuperar rapidamente como na última crise.

Christopher Danely, analista do Citigroup, espera que o declínio do segmento seja o pior em pelo menos uma década, e possivelmente duas. Todas as empresas e todas as categorias de chips devem sentir o impacto, projeta.

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©2022 Bloomberg L.P.