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Bombril é acusada de racismo ao lançar esponja “Krespinha”

Esponja "Krespinha" lançada pela Bombril e alvo de acusações de racismo

A tradicional fabricante brasileira de esponjas de aço Bombril está sendo acusada de racismo por ativistas negros depois de colocar à venda no seu site um produto chamado “Krespinha” – uma esponja de aço que, segundo o anúncio, “é perfeita para a limpeza pesada”.

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As acusações de racismo vêm do fato de ser histórico no Brasil a associação, de forma pejorativa, do cabelo crespo às esponjas de aço. O assunto chegou ao topo dos trending topics do Twitter nessa quarta-feira (17), com a hashtag #BombrilRacista. 

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Usuários apontaram ainda para o fato de a marca ser uma reciclagem de outra “Krespinha”, esponja metálica vendida no Brasil nos anos 1950, que tinha a ilustração de uma garota negra na propaganda. 

No Twitter, usuários se revoltaram com a escolha do nome “Krespinha” pela Bombril em pleno 2020, quando a questão da desigualdade racial e do racismo está especialmente em pauta, com protestos acontecendo no mundo todo. Outros se questionaram como a equipe de marketing da Bombril pôde deixar passar o nome, associado ao racismo.

“O ano é 1952, surge uma marca racista que associa cabelo crespo a esponja de aço. O ano é 2020, o absurdo se repete. Só fica a pergunta, o mundo a m**** que tá, a equipe de marketing da Bombril achou um máximo relançar esse produto. Qual o problema de vcs?”, escreveu um usuário, antes de adicionar a hashtag #BombrilRacista.

Outros aproveitaram para celebrar a diversidade estética e a beleza dos cabelos crespos.

A Bombril ainda não se pronunciou sobre o caso, apesar da grande repercussão.

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