Mercado fechado
  • BOVESPA

    113.282,67
    -781,33 (-0,68%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.105,71
    -358,59 (-0,70%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,95
    +0,65 (+0,89%)
     
  • OURO

    1.750,60
    +0,80 (+0,05%)
     
  • BTC-USD

    43.240,96
    +564,77 (+1,32%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.067,20
    -35,86 (-3,25%)
     
  • S&P500

    4.455,48
    +6,50 (+0,15%)
     
  • DOW JONES

    34.798,00
    +33,20 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.051,48
    -26,87 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    24.192,16
    -318,84 (-1,30%)
     
  • NIKKEI

    30.248,81
    +609,41 (+2,06%)
     
  • NASDAQ

    15.319,00
    +15,50 (+0,10%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2569
    +0,0319 (+0,51%)
     

Bombeiros buscam corpo de criança jogado em rio no RS; mãe confessou crime, diz polícia

·3 minuto de leitura

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul busca, desde esta quinta-feira (29), pelo corpo de um menino de 7 anos que foi jogado em um rio, na cidade de Imbé, litoral Norte do estado. A mãe da vítima, uma mulher de 26 anos, confessou o crime.

As buscas foram suspensas na noite desta sexta (30), mas serão retomadas na manhã deste sábado (31). Segundo o tenente Elísio Oliveira Lucrécio, comandante do Pelotão de Bombeiros em Tramandaí, as equipes usam bote, lanchas, moto aquática, helicóptero, drone e um carro na procura pela criança.

A mãe do menino chegou a tentar registrar o desaparecimento da criança em uma delegacia, na quinta, alegando que ele estava desaparecido havia dois dias, mas acabou confessando que dopou o filho e jogou o corpo dele no rio Tramandaí, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ela afirmou não ter certeza se o menino estava morto quando o colocou na água.

As autoridades no caso descartam a possibilidade de que ele possa ser encontrado com vida. O crime teria ocorrido na madrugada de quinta, em meio a onda de frio intenso que provocou ocorrência de neve em vários municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

"Ela estava fazendo o registro do desaparecimento, mas causou estranheza esperar dois dias para procurar a polícia. Ela alegou que viu no Google que tinha que esperar 48 horas e foi se contradizendo. A Brigada Militar a acompanhou até em casa, ela não aceitou que a polícia entrasse, o que causou desconfiança. Foram fatos que começaram a levantar suspeitas", diz o delegado Antônio Carlos Ractz Júnior, responsável pelo caso.

"Ela acabou afinal por confessar o crime, que agredia a criança, que tinha uma relação difícil com a criança", afirma ele.

Ainda segundo a polícia, a mulher disse ter dado um antidepressivo ao filho, medicamento que era usado pela companheira dela, uma mulher de 23 anos. O envolvimento da madrasta no caso ainda está sendo investigado.

O delegado relata que o menino sofria castigos diários, dormia dentro de um guarda-roupas, às vezes, amarrado, e sofria tortura psicológica e física. À imprensa local, Antônio Júnior afirmou que o menino estava matriculado em uma escola, mas devido à pandemia de Covid-19, não tinha contato com colegas ou professores.

O menino teria sido levado até o rio em uma mala de lona com rodinhas, de onde foi retirado e colocado na água --o objeto foi apreendido no local onde a família vivia há cerca de dois meses. Uma perícia foi realizada no endereço nesta sexta pelo IGP-RS (Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul).

Vizinhos e familiares foram ouvidos pela investigação para apurar como era a relação da família. "Por enquanto, só tenho esse ano que ela morou em Imbé, não tenho o passado. Ela veio de Porto Alegre para morar aqui esse ano", disse o delegado.

A mulher teria dito ainda à polícia que não tinha sentimento pelo filho e pretendia passar a guarda dele para a avó, mãe dela. O pai do menino nunca foi presente na vida dele, segundo a mãe, que alegou ainda ter sofrido violência sexual praticada pelo ex.

?A mulher foi presa em flagrante na quinta e teve a prisão convertida em preventiva nesta sexta, depois de pedido apresentado pelo delegado do caso à Justiça. Ela foi levada a um presídio em Torres, também no litoral norte gaúcho.

A Polícia Civil diz ainda que a mulher deve ser indiciada por ocultação de cadáver e homicídio qualificado, com agravante de ter sido cometido contra um descendente, que era menor 14 anos e não teve condições de se defender.

O advogado da mulher, Bruno Vasconcelos, disse que a defesa não irá se manifestar a respeito dos fatos. ??

"O inquérito ainda está em andamento, tem questões para serem apuradas, diligências para serem realizadas, então, até que se concluam algumas coisas, a defesa só irá se manifestar nos autos do processo", afirmou ele à reportagem.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos