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Bolsonaro: Weintraub não foi muito prudente em participar de ato

Raphael Di Cunto

Presidente ressalvou que o ministro não falou “nada de grave” em encontro com grupo de militantes bolsonaristas no fim de semana e disse estar trabalhando para contornar o problema O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, em entrevista à “BandNews TV”, que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, “não foi muito prudente” ao se reunir com apoiadores do governo no domingo porque isso “caiu no meu colo”, mas defendeu que o ministro não falou “nada de grave ali” e que está trabalhando para contornar o problema.

Weintraub esteve entre os manifestantes que desrespeitaram a determinação do governo do Distrito Federal de desmobilizar um acampamento em Brasília. Interagiu com apoiadores sem máscara e chegou a se referir à polêmica declaração que deu durante a reunião ministerial de 22 de abril, quando defendeu a prisão dos ministros do STF e os chamou de “vagabundos”. “Eu já falei qual a minha opinião do que eu faria com vagabundo”, disse no domingo aos militantes.

Ministro Weintraub em encontro com apoiadores do governo no domingo

Reprodução Twitter

Questionado pelo entrevistador, Bolsonaro reclamou que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve um atitude “inadmissível” ao divulgar o vídeo de uma reunião privada e que isso causou os problemas para o governo brasileiro. Afirmou que a falta de Weintraub de domingo “não teve nada de grave”, mas que o ministro não foi prudente ao participar porque, mesmo que não estivesse falando em nome do governo, suas declarações caem no seu colo. “Estamos tentando contornar”, comentou, sem dizer se demitirá o ministro, como relatam aliados.

Bolsonaro disse que não coordena e nem convoca nenhuma manifestação, mas que sempre foi até elas para agradecer ao povo pelo apoio.

O presidente também elogiou, na entrevista, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, que “está fazendo excelente trabalho”, e criticou seu antecessor no cargo, Luiz Henrique Mandetta. “O Mandetta é bom comunicador e tinha excelente contato com uma mídia muito especial conhecida por todos. Ele ajudou a potencializar o pavor e por isso interessava para essa grande rede de televisão. Com o tempo, ele passou a se julgar mais importante que o presidente”, reclamou.

Também criticou o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, dizendo que era uma pessoa que só pensava em si e que o acusou de falsa interferência na Polícia Federal.