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Bolsonaro volta a atacar Moraes e diz que prisão de Zé Trovão é uma 'violência'

·3 min de leitura

O presidente Jair Bolsonaro rompeu sua trégua com o Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira. Em entrevista ao jornal "Gazeta do Povo", Bolsonaro voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, celebrar os atos do dia 7 de setembro e classificou de "abuso" a abertura de um inquérito contra ele.

Durante a entrevista, Bolsonaro comentou as prisões do jornalista Oswaldo Eustáquio, do ex-deputado federal Roberto Jefferson e do caminhoneiro Zé Trovão. O presidente chamou as decisões de "violência praticada por um ministro do Supremo", em referência a Alexandre de Moraes.

— Lamento a prisão do jornalista, do Zé Trovão, do Roberto (Jefferson), isso é uma violência praticada por um ministro do Supremo que agora abriu mais um inquérito em função de uma live que eu fiz há poucos meses. É um abuso — disse Bolsonaro.

Nesta quarta-feira, a maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal votou para manter a prisão do caminhoneiro e youtuber Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. Até agora, três dos cinco magistrados se manifestaram contra o pedido da defesa: o relator, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia, a última a votar, formando a maioria.

O presidente, logo depois, afirmou que Moraes estaria "no quintal de casa". Sem explicar a metáfora, Bolsonaro questionou que não estava desafiando o ministro, mas questionou se ele teria "coragem de entrar".

— É o que eu disse: ele está no quintal de casa. Será que ele vai entrar? Será que ele vai ter coragem de entrar? Não é um desafio para ele. Quem tá avançando é ele, não sou eu. Agora, isso interessa a todo mundo no Brasil.

Na última sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para investigar a declaração que o presidente deu em uma transmissão realizada nas suas redes sociais. Na ocasião, o presidente apontou uma ligação entre a vacinação contra a Covid-19 e o desenvolvimento da Aids, o que não é verdade.

O presidente voltou a falar que nunca pensou em sair das "quatro linhas da constituição", mas disse que outras autoridades estariam caminhando nessa direção. Segundo ele, essas pessoas não teriam o "beneplácito da lei".

— É inadmissível desmonetização por parte de um ministro do TSE, é inadmissível o que acontece por parte de um ministro do STF, isso é inadmissível. Nós estamos cada vez mais nos preparando para buscar o ponto de inflexão nisso, que ainda não chegou. Eu espero que essas pessoas não avancem mais, leiam a Constituição, entendam realmente qual é o sentimento da população, em especial daquele último movimento de 7 de setembro. Foram as ruas pedindo o quê? Liberdade — afirmou.

No dia 7 de setembro, durante manifestações em São Paulo e em Brasília, o presidente fez declarações de teor golpista, ameaçando que não iria mais obedecer decisões tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Entretanto, dois dias depois, pressionado, recuou e publicou uma carta ao povo brasileiro. No documento, disse que as declarações foram dadas no calor do momento. Nesta quarta-feira, durante a entrevista, Bolsonaro comentou pela primeira vez sobre os pedidos de manifestantes para que tomassem uma medida de caráter autoritário.

— Quais as consequencias de uma medida que eles queriam que eu tomasse? Ficaria dois, três dias no braço do povo. E depois? Os problemas externos, os problemas internos. O aparelhamento da esquerda no Brasil. Eu até disse para alguns: o que aconteceu em 1967, quando explodiu a luta armada no Brasil, poderia ser quase nada do que poderia acontecer. Há uma luta de poder enorme no Brasil. A esquerda torcia para que eu saísse das quatro linhas. Eu tenho que ter juízo — disse.

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