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Bolsonaro diz que vice-líder pego com dinheiro na cueca era prestigiado: "Nunca ouvi nada contra ele"

Redação Notícias
·4 minutos de leitura
BRASILIA, BRAZIL - OCTOBER 14: Jair Bolsonaro, President of Brazil, speaks during the launching of Programa Genomas Brazil amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on Octuber 14, 2020 in Brasilia. Brazil has over 5.140,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 151,747 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
(Foto: Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dedicou boa parte da sua transmissão semanal nesta quinta-feira (15) para dizer novamente que "não há corrupção no governo", se desvinculando do caso do senador Chico Pinheiro (DEM-RR).

Pinheiro, que até então era vice líder do governo no Senado, foi flagrado com R$ 30 mil em dinheiro, escondido na cueca em uma operação da Polícia Federal na quarta (14) que apura suspeitas de desvios de recursos públicos de emendas parlamentares referentes ao combate à pandemia do coronavírus.

O senador foi afastado da vice-liderança após o flagrante. Nesta quinta, ele foi afastado também de suas funções no Congresso, por 90 dias, pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro levou para sua live os ministros da Justiça, André Mendonça, e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, cujas pastas estão envolvidas no combate à corrupção, pedindo que eles explicassem um pouco sobre a ação da Polícia Federal que flagrou o senador.

"Em meu governo não tem corrupção. Zero. Meu governo são os ministros", afirmou Bolsonaro, citando que ministérios como Transporte, Saúde e Desenvolvimento Regional, além da Petrobras e do BNDES, passaram por casos de corrupção em gestões anteriores.

"O que era comum, deixou de ser. E qualquer coisas que acontece agora, culpam o governo. Por exemplo, tivemos um problema em Roraima, em uma ação da Polícia Federal", declarou o presidente, pedindo que os ministros explicassem o caso.

Na sequência, Bolsonaro disse que "se tiver algo errado no ministério, a investigação vai acontecer". "A minha responsabilidade é fazer com que a investigação se aprofunde para punir os culpados. Agora, até o momento, zero."

Ao falar sobre o senador Chico Pinheiro, Bolsonaro desvinculou o parlamentar do governo. "Eu tenho 18 vice-líderes no Congresso – 15 na Câmara, que foram indicados pelos respectivos líderes partidários, e três no Senado, que é de comum acordo. Esse senador de Roraima era uma pessoa que gozava do prestígio, do carinho, de quase todos. Eu nunca vi ninguém falar nada contra ele."

"Aconteceu esse caso, lamento. Hoje ele foi afastado da vice-liderança. Mas querer vincular o fato de ele ser vice-líder à corrupção do governo, nada a ver", disse o presidente, que em seguida reclamou da cobertura da imprensa sobre o caso.

"Pode acontecer corrupção no meu governo? Pode, e nós vamos tomar providência. Mas esse caso não tem nada a ver com o meu governo, que são os ministros, as estatais e os bancos oficiais", declarou.

Bolsonaro ainda voltou ao assunto da corrupção mais algumas vezes e disse que a corrupção está "enraizada no país". Depois, falou sobre a Lava Jato, em alusão a sua frase de dias atrás de que teria "acabado" com a operação, afirmando que ela "não funcionou para o seu governo", mas está funcionando para o Brasil. "Com toda certeza, teremos operações da Lava Jato até o final do ano."

Crítica e elogio a Moro

Na live desta quinta, ao citar o trabalho da Polícia Federal no combate à corrupção, Bolsonaro se defendeu da acusação de que tentou interferir no órgão, feita por seu ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, em abril.

"Me acusam – aquele processo lá, daquele cara – de interferência na PF. Não tem nada. Não acharam nada sobre interferência da PF. Eu considero aquilo uma denunciação caluniosa. Vamos esperar o processo chegar ao final para ver o que fazer. Uma pessoa que resolveu me acusar do nada", criticou o presidente.

Minutos depois, no entanto, Bolsonaro disse que Moro teve uma postura "brilhante" em uma ação do Ministério da Justiça junto com o governo de São Paulo que isolou lideranças do PCC, no ano passado, em um raro momento de elogio ao ex-ministro.

"Eu não vou cometer injustiça com ninguém. Sergio Moro foi brilhante nessa questão", declarou Bolsonaro, que também citou a participação de João Doria (PSDB), governador de São Paulo e seu opositor.

"Foi um trabalho da nossa equipe, o Sergio Moro, o [João] Doria participou também. Ele teve uma reunião comigo no dia anterior do que poderíamos e não poderíamos fazer, efeito colateral, essas coisas, e praticamente cumprimos tudo que havia combinado. Foi um sucesso retirar o comando do crime organizado de presídios onde não existia maneira de controlar o contato dessas lideranças com o mundo aqui de fora", concluiu.