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Bolsonaro vai se reunir com PSL para debater futuro partido e rumo de deputados aliados

·5 minuto de leitura

SÃO PAULO e RIO — O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai se reunir nesta quarta-feira com deputados aliados de sua antiga legenda, o PSL. Entre os convidados estão demais parlamentares da sigla, inclusive presidentes dos diretórios estaduais, como os de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Amazonas.

O encontro, que acontece no Palácio do Planalto, vai debater o futuro partido do presidente e os rumos que a ala bolsonarista do PSL pode tomar, além de uma possível aliança na eleição do ano que vem. Umas das legendas com a qual Bolsonaro negocia é o Patriota, que filiou recentemente o filho 01 do presidente, o senador Flávio Bolsonaro. Há também a possibilidade, embora vista com menos chances, de o presidente retornar à sigla que o elegeu em 2018.

Na convenção nacional do Patriota realizada na segunda-feira para tentar viabilizar a filiação do presidente, Flávio afirmou que seu pai se reuniria com aliados para decidir o destino e torná-lo público nos próximos dias.

— Esta semana agora, inclusive, ele vai ter uma reunião com a bancada dos deputados federais do PSL, que são mais próximos a ele, para colher o sentimento deles também sobre essa vinda dele para o Patriota — disse Flávio, numa gravação em vídeo da convenção.

A filiação de Bolsonaro a um novo partido deve causar a saída dos bolsonaristas hoje filiados ao PSL. Um dos pontos discutidos na reunião desta quarta-feira é em que momento acontecerá essa migração — se os parlamentares vão esperar a janela partidária, no início de 2022, ou se haverá algum acordo com a sigla para que possam deixar o partido agora sem correrem o risco de perder o mandato.

A janela partidária, que abre seis meses antes da eleição para permitir as trocas de legenda, é uma brecha natural para parlamentares como Carla Zambelli, Bia Kicis, Eduardo Bolsonaro e Carlos Jordy, que vão acompanhar o presidente em seu novo partido. É durante os 30 dias desse período que os deputados podem trocar de legenda sem correr o risco de serem punidos por infidelidade partidária.

Há também os parlamentares do bolsonarismo que já estão atuando sem partido à espera de uma definição de Bolsonaro; caso do deputado estadual Gil Diniz (SP), expulso do PSL em 2020.

— Se o presidente confirmar a filiação, vou, sim (para o Patriota). De quebra, ainda exonero os militantes do MBL da liderança do partido — afirma Diniz.

Resistência morna

Desde que retomou as conversas por uma possível volta ao PSL, Bolsonaro encontrava no estado de São Paulo a principal resistência contra o seu retorno. Mas o trio de ferro antibolsonarista, representado nas figuras dos deputados Junior Bozzella e Joice Hasselmann e do senador Major Olimpio, começou a se enfraquecer em março, com a morte de Olimpio por Covid-19. O senador era constante crítico do governo federal.

A trincheira foi novamente desmantelada com o anúncio da saída de Joice, na última segunda-feira. Ela acusa o presidente do PSL, Luciano Bivar, de ter entregado o comando do partido na Câmara a parlamentares aliados do presidente Jair Bolsonaro em troca do cargo de primeiro secretário na Mesa Diretora da Casa.

Ela, que foi candidata do PSL à prefeitura de São Paulo em 2020, afirma que negocia com PSDB e MDB, além de DEM e Podemos. Joice dirigia o diretório municipal de São Paulo e integrava o órgão estadual, ainda presidido por Bozzella.

Bozzella, por sua vez, nega que a saída de Joice Hasselmann enfraqueça a resistência contra uma eventual volta de Bolsonaro. Para o deputado, que também é segundo vice-presidente nacional, não há espaço para ele e a família do presidente no mesmo partido.

Ele diz que acredita na "desbolsonarização" do PSL, mas que fica "apreensivo" quando alas dentro do partido resgatam a ideia de trazer o presidente. Bozzella não vai participar da reunião desta quarta.

— A gente vai viver ainda essa aflição por alguns meses, porque é muito característica do Bolsonaro essa inconstância, essa instabilidade. Um mês é o Aliança, aí no outro, o PSL, o PMB, aí o Patriota, depois volta para o PSL. Enquanto ele não se posiciona, ficam todos os partidos incomodados. O que vai dar conforto para a gente em definitivo? Quando ele se filiar de fato — diz ele.

No comando do diretório paulista, Júnior Bozzella destituiu antigos aliados de Eduardo Bolsonaro, seu antecessor, e montou órgãos com gente de sua confiança no último um ano e meio. Se os bolsonaristas retomarem o PSL de São Paulo, terão de lidar com a tarefa de promover uma nova "limpeza" nos diretórios municipais.

A possível filiação de Jair Bolsonaro ao Patriota deve levar a uma debandada em São Paulo. Isso porque o diretório municipal do partido está nas mãos do MBL, rompido com o presidente desde 2019.

A ida de Bolsonaro ao seu antigo partido, aliás, pode lançar o MBL nos braços do PSL, que planeja tê-los para 2022. A ideia de Bozzella é lançar o deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, candidato a governador no ano que vem. Do Val já afirmou ao GLOBO que a "chance é zero" de ele permanecer no Patriota caso a família Bolsonaro lá desembarque.

Apoio no Rio

Enquanto Bolsonaro enfrenta resistências no diretório de São Paulo, o PSL do Rio é menos hostil ao presidente.

Atualmente, o diretório é comandado pelo deputado federal Sargento Gurgel, que mesmo tendo um bom trânsito com a família Bolsonaro, manteve-se ao lado do presidente nacional do partido, Luciano Bivar, após o racha da sigla em 2019.

No entanto, com foco nas eleições do ano que vem, há uma pressão de alas do partido em Brasília para que o comando do Rio passe para algum nome mais próximo ao presidente e apoie a reeleição do governador do estado, Cláudio Castro — com quem Gurgel já teve atritos e é hoje apontado como o candidato mais provável a receber o apoio de Bolsonaro.

Há um entendimento entre parlamentares do PSL no estado fluminense de que, sem Bolsonaro ao seu lado, eles podem não ser eleitos para novos mandatos. Por isso, o partido no Rio deve manter o apoio ao presidente em 2022, independentemente da sigla a que ele se filiar.

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