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De Bolsonaro a Trump, veja reações à compra do Twitter por Musk

·3 min de leitura

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - O bilionário Elon Musk tornou-se o assunto mais comentado no Twitter nesta segunda-feira (25) após ter fechado um acordo para comprar a plataforma por US$ 44 bilhões. Usuários da rede social repercutiram a notícia com preocupação, comemorações e memes sobre as intenções do bilionário com a aquisição.

A liberdade de expressão é a principal bandeira de Elon Musk ao adquirir a plataforma e o assunto de maior repercussão, especialmente por conta de dúvidas sobre como a rede vai lidar com a restrição de contas e tuítes que propagam discurso de ódio.

O presidente-executivo da Tesla é um crítico contumaz às moderações de conteúdo da plataforma e citou a "garantia da livre circulação de ideias" como justificativa para fechar o capital da companhia.

Após a aquisição, o bilionário postou em seu perfil na plataforma o trecho de um comunicado no qual afirma que "a liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento, e o Twitter é a praça da cidade digital onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade".

Com isso, há expectativa sobre como Elon Musk irá lidar com a conta banida do ex-presidente dos EUA Donald Trump, que foi expulso da plataforma no ano passado após "incitar violência entre seus apoiadores".

Trump, porém, afirmou nesta segunda que não voltará para o Twitter mesmo que seu perfil seja desbloqueado, indicando que deve permanecer em sua própria rede social, a Truth Social.

"Eu não vou para o Twitter, vou ficar na Truth", disse Trump à Fox News. "Espero que Elon compre o Twitter porque ele fará melhorias e é um bom homem, mas eu vou ficar na Truth", disse Trump.

A Casa Branca não se posicionou sobre a transação, mas afirmou nesta segunda-feira que o presidente Joe Biden há muito se preocupa com o poder das plataformas de mídia social.

"Nossas preocupações não são novas", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki. "O presidente fala há muito tempo sobre suas preocupações sobre o poder das plataformas de mídia social, incluindo Twitter e outras, de espalhar desinformação."

O presidente Jair Bolsonaro (PL) também comentou a compra da rede. O brasileiro retuitou uma postagem de Musk, em que o bilionário diz que espera que até seus piores críticos continuem na rede após o negócio "porque isso é o que liberdade de expressão significa".

Depois, Bolsonaro elogiou como "boa matéria" uma reportagem sobre como desativar a conta, para quem desejar sair após o anúncio da venda da rede para Musk.

Outros perfis à direita do espectro político também reagiram com otimismo ao negócio. O deputado federal Carlos Jordy (PL), por exemplo, comemorou a aquisição e pediu o retorno de Trump à rede.

O empresário catarinense Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, também se manifestou, elogiando a postura de Elon Musk. Além disso, usuários comemoraram um possível relaxamento nas normas de moderação da rede.

Mais cedo, a tag "RIP Twitter" (descanse em paz, Twitter) também chegou aos assuntos mais comentados. Apesar do tom pessimista, várias postagens com a expressão são de pessoas que consideram a aquisição do bilionário uma vitória.

Apesar de reações de euforia, usuários da plataforma também fizeram críticas e reagiram com espanto à decisão de Musk. A vereadora do Rio de Janeiro Mônica Benício (PSOL) questionou o discurso de liberdade de expressão do bilionário, enquanto o pesquisador David Nemer mostrou preocupação com as reações de bolsonaristas à notícia.

Outros, é claro, reagiram com memes ao fim da novela entre Musk e o Twitter. Em inglês, um usuário comentou: "Elon Musk gastando US$ 43 bilhões para parar de sofrer bullying no Twitter quando ele poderia ser simplesmente ser menos irritante e insano".

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