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"Bolsonaro tá louco para fechar veículos de imprensa", diz Mandetta

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “tá louco para fechar” veículos de imprensa porque os considera culpados pela queda de sua popularidade e podem prejudicar sua campanha à reeleição em 2022.

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Em entrevista exclusiva ao Yahoo!, o ex-titular da pasta federal disse ter sido demitido porque estava mais bem avaliado do que o presidente em pesquisas de opinião sobre o combate ao novo coronavírus. Mandetta deixou o governo em abril de 2020, após atritos com Bolsonaro em relação a medidas de distanciamento social e divergências quanto à liberação de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

“A imprensa brasileira, ela apanha e é culpada, ele quer matar o carteiro porque a notícia que está na carta é ruim para ele. Então, ele quer dar um tiro no carteiro. Tá louco para fechar veículos como o seu [de imprensa] para terceirizar", afirmou o deputado.

Mandetta também falou sobre as críticas que recebe de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Para ele, o gesto é uma afronta à possibilidade dele ser um presidenciável em 2022. "Quando eles olham as pesquisas e falam nossa avaliação é péssima para mais de 60% da população, com tendência de alta, isso daqui a pouco vai ser unanimidade. Até os radicais estão tendo dificuldade para defender o indefensável. E aí eles olham quem é que tinha a avaliação positiva? é esse Mandetta que tava aí. Quem é que tem a menor rejeição, porque lutou pela vida e nós ficamos com a morte? É esse Mandetta aí."

“O Paulo Guedes foi de uma infantilidade, de uma desonestidade, tão absurda. Parece que estou no colégio primário, Ele fala ‘Mandetta levou R$ 5 bi e deveria ter comprado a vacina’. Se ele tiver um calendário, ele vai ver que o primeiro teste em humano ainda experimental foi em maio", falou.

O parlamentar também explicou que diversas farmacêuticas procuraram o governo em agosto para fechar acordos de vacinação, mas não foram atendidas. "Todo mundo sabia que o Brasil ia ter muito caso, por causa das favelas, da falta de saneamento, da nossa inequidade absoluta. Então seria o lugar para eles demonstrarem a eficácia da vacina. Eles queriam começar a vacinar aqui em novembro. Se o governo tivesse feito a compra, essa onda que está passando hoje não existiria, não existiria esse colapso. Já estaria chegando a hora de abrir a economia”, analisou.