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Bolsonaro sobre vacina chinesa: “Já mandei cancelar. O presidente sou eu”

Ana Paula Ramos
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Brazilian President Jair Bolsonaro delivers a speech during a ceremony to launch the Genomas Project at Planalto Palace in Brasilia on October 14, 2020. - The Genomas Project aims at making a population study to identify rare diseases by sequencing the DNA of 100,000 Brazilians. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Brazilian President Jair Bolsonaro delivers a speech during a ceremony to launch the Genomas Project at Planalto Palace in Brasilia on October 14, 2020. - The Genomas Project aims at making a population study to identify rare diseases by sequencing the DNA of 100,000 Brazilians. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (21) que “já mandou cancelar” o protocolo de intenções de compra de 46 milhões de doses da Coronovac, vacina do laboratório chinês Sinovac e desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

“Houve uma distorção por parte do João Doria no tocante ao que ele falou. Ele tem um protocolo de intenções, já mandei cancelar se ele [Pazuello] assinou, já mandei cancelar. O presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade. Até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado por ela, a não ser nós”, ressaltou.

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Menos de 24 horas após o Ministério da Saúde anunciar o protocolo de intenções feito pelo Ministério da Saúde com o governo de São Paulo para a aquisição de 46 milhões de doses da Coronavac, o presidente desautorizou o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e afirmou na manhã de hoje que o imunizante contra o coronavírus “não será comprado” pelo governo brasileiro.

Na terça-feira, Pazuello participou de uma reunião com governadores.

Após das declarações de Bolsonaro, o Ministério da Saúde disse que houve uma “interpretação equivocada da fala do ministro da Saúde” e que não há qualquer compromisso com o governo do estado de São Paulo ou com o governador João Doria, no sentido de aquisição de vacinas contra covid-19.