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Bolsonaro só deve manifestar apoio em eleição no Rio caso Freixo avance ao 2º turno

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jair Bolsonaro pretende não declarar apoio a nenhum candidato à Prefeitura do Rio, mas decisão pode mudar no segundo turno, se Marcelo Freixo avançar na disputa.

  • Decisão de não expressar apoio a nenhum candidato à Prefeitura do Rio vale também aos filhos de Bolsonaro.

Embora o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pretendo não declarar apoio a nenhum postulante ao cargo no primeiro turno das eleições da capital fluminense, ele tem admitido, no entanto, que o seu posicionamento possa mudar no segundo turno, caso Marcelo Freixo (PSOL) avance na disputa em possível aliança com um vice indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A informação foi divulgada pelo portal UOL, segundo o qual, nesse cenário, Bolsonaro considera declarar apoio ao adversário de Freixo para evitar que uma coligação de esquerda assuma o Executivo do Rio, berço do bolsonarismo. No entanto, se o adversário de Freixo em um possível segundo turno for apoiado pelo governador Wilson Witzel (PSC), seu desafeto político, Bolsonaro se manterá neutro.

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Ainda conforme o portal, a decisão de não expressar apoio a nenhum candidato à Prefeitura do Rio se estende aos filhos de Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) apoiou Witzel durante campanha ao governo fluminense em 2018. Depois de participar de uma caminhada ao lado de Flávio e se declarar alinhado a ideias defendidos pela família, o ex-juiz federal saltou nas intenções de voto e venceu as eleições. Menos de um ano depois, Bolsonaro e Witzel romperam.

Bolsonaro e Marcelo Crivella (Republicanos), que tentará a reeleição, se aproximaram nos últimos meses. O presidente dançou abraçado ao prefeito em um evento evangélico no Rio, no último mês, e, depois, foi a uma reunião com outras autoridades no Palácio da Cidade (uma das sedes da Prefeitura do Rio), em janeiro. Porém, uma declaração de apoio não deve acontecer.

Na avaliação de pessoas próximas ao presidente, o eventual insucesso de uma candidatura de Crivella poderia ser associado à queda de popularidade de Bolsonaro. Além disso, o presidente se apoia no fato de não ter declarado apoio formal a nenhum candidato a governador que não fosse do seu partido (na época, o PSL) nas últimas eleições.

Mesmo sem ter um apoio expresso do ex-capitão, contudo, Crivella continua tentando associar sua imagem à de Bolsonaro. Em menos de um mês, o prefeito deu entrevistas aos canais no Youtube da jornalista Leda Nagle e da atriz Antônia Fontenelle, ambos conhecidos por receber aliados e familiares do presidente.

Na última semana, Crivella também divulgou um vídeo de apoio ao presidente, em resposta ao que chamou de "perseguição" por "um setor da mídia inconformado dos recursos de publicidade que perderam (sic)". A mensagem dizia respeito ao fato de Bolsonaro ter divulgado vídeos no WhatsApp convocando para manifestações a seu favor no domingo (15).

Também pré-candidato à Prefeitura do Rio que tenta o apoio de Bolsonaro, o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) diz ter ouvido do presidente a promessa de que não se manifestará por ninguém no primeiro turno das eleições na capital fluminense.

Ele, que se define um "soldado do presidente", espera a oportunidade de sair do PSC de Witzel e se candidatar como uma opção da direita no Rio. No entanto, Otoni ainda não tem partido certo para concorrer e a sonhada filiação ao Aliança pelo Brasil é considerada difícil.

"Se me digo pré-candidato é porque essa intenção nasceu de uma conversa entre mim e o presidente. Se dizer apoiado pelo Bolsonaro é a única esperança do Crivella, ele está se agarrando a este apoio direto que não terá. Mas, ele sabe que, assim como me foi dito com toda franqueza, o presidente não apoiará ninguém num primeiro momento. Ele não vai se manifestar. O que Bolsonaro quer é isso, mais opções da direita fazendo frente à esquerda", declarou.