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Bolsonaro se referiu ao setor público e não temos divergências, diz Guedes sobre 'Brasil quebrado'

BERNARDO CARAM
·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  26-11-2020 - O Presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 26-11-2020 - O Presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar nesta terça-feira (5) que o Brasil está quebrado, o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que o presidente compreende que o governo precisa manter sua credibilidade e respeitar o teto de gastos.

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Segundo o ministro, não há divergência entre a posição do presidente e as ideias da equipe econômica.

A regra do teto limita o crescimento das despesas públicas à variação da inflação e tem sido usada pelo governo como argumento para rejeitar a ideia de ampliar gastos e de prorrogar o auxílio emergencial a informais.

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"Não há nenhuma divergência entre nós. Obviamente, o presidente se referiu à situação do setor público", disse Guedes.

De acordo com o ministro, o Brasil está se levantando da fase mais aguda da crise e não fechou vagas formais de emprego nos onze primeiros meses de 2020 mesmo com as medidas restritivas e de isolamento impostas por estados e municípios.

Em conversa com um grupo de apoiadores nesta terça, Bolsonaro deu a declaração que gerou críticas de economistas.

"Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia", disse o mandatário na parte externa do Palácio da Alvorada.

Para este ano, o governo optou por não retirar as travas do Orçamento, impostas por regras fiscais. Em 2020, a suspensão desses mecanismos viabilizou uma expansão de gastos do governo para implementar ações de mitigação da pandemia.

Com o retorno do Orçamento ao formato usual, o governo argumenta que não tem margem para criar gastos. Para fazer isso, afirma que seria necessário cortar despesas em outras áreas.

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