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Bolsonaro se contém para buscar vantagem no segundo turno

(Bloomberg) -- Jair Bolsonaro emergiu do primeiro turno da eleição presidencial com uma retórica mais branda, focada em boas notícias econômicas, em um sinal de que começou a ouvir assessores e evitar assuntos polêmicos para tentar conquistar eleitores moderados.

O presidente, que costuma ser mais combativo, ficou em segundo lugar na votação de 2 de outubro, mas com um desempenho muito mais forte do que as principais pesquisas previam. Ele evitou alegar fraude eleitoral como muitos temiam, e até reconheceu que a perda de poder aquisitivo durante a pandemia provavelmente impulsionou apoio ao seu adversário de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto os dois se preparam para o segundo turno em 30 de outubro, as palavras comedidas de Bolsonaro fazem parte de uma estratégia desenhada por chefes de campanha que há meses tentam convencê-lo de que colocar em dúvida as urnas eletrônicas do país lhe custaria votos preciosos, segundo três assessores políticos que pediram anonimato.

Embora não haja garantia de que ele não voltará ao seu antigo estilo, Bolsonaro tem outro motivo convincente para suavizar sua retórica, disseram os assessores: O sistema eletrônico não apenas lhe deu mais votos do que o previsto, mas também elegeu um número grande de aliados, incluindo seu próprio filho, 14 senadores e pelo menos 188 deputados.

Pelo menos por enquanto, o presidente tem procurado focar em uma agenda mais positiva, gabando-se de uma queda nos preços dos combustíveis possibilitada por cortes de impostos e prometendo mais gastos sociais se reeleito. Os assessores querem que ele continue assim, deixando temas mais polêmicos para seus aliados.

O presidente precisa se concentrar em “tudo o que está acontecendo de bom no Brasil diante das tragédias como pandemia, guerra”, disse Bia Kicis, congressiata que apoia entusiasticamente o titular, em entrevista.

Kicis se juntou à primeira-dama Michelle Bolsonaro e a um grupo de mulheres que trabalham para reverter a rejeição do presidente entre as eleitoras — um obstáculo para sua reeleição. Como parte dessa estratégia, ele prometeu pagar R$ 600 a mais a mulheres inscritas no Auxilio Brasil, se eleito para um segundo mandato.

Sua campanha também está alistando o ministro da Economia, Paulo Guedes, para dar mais publicidade às recentes conquistas econômicas — os preços ao consumidor caíram por dois meses consecutivos e a inflação anual está agora em 8,7%, abaixo dos mais de 12% em abril. A taxa de desemprego caiu para 8,9%, a menor desde o final de 2015.

Resta saber se as boas notícias econômicas serão suficientes para influenciar os votos dos brasileiros pobres, que ainda lutam com preços dos alimentos em alta anula de mais de 13%.

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©2022 Bloomberg L.P.