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Bolsonaro e Russomanno: Planalto vê candidatura desorganizada e suspeita de boicote

Ana Paula Ramos
·2 minutos de leitura
Celso Russomanno tenta ser prefeito de SP pela terceira vez (Photo by Dario Oliveira/Anadolu Agency/Getty Images)
Celso Russomanno tenta ser prefeito de SP pela terceira vez (Photo by Dario Oliveira/Anadolu Agency/Getty Images)

A candidatura de Celso Russomanno (Republicanos) à Prefeitura de São Paulo começa a causar preocupação no Palácio do Planalto.

Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro reclamam de desorganização na estrutura da campanha, além de desconfiarem da boa vontade do partido do deputado federal que tenta pela terceira vez ser prefeito.

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Um desses assessores presidenciais alegou, por exemplo, que o Republicanos manteve seus cargos no governo estadual de João Doria (PSDB). O tucano é um dos principais adversários de Bolsonaro e provável candidato à Presidência em 2022.

Em relação à questão financeira, bolsonaristas apontam que o partido tem R$ 101 milhões no Fundo Eleitoral, mas destinou apenas R$ 4 milhões aos candidatos a vereador em São Paulo, o que é visto como uma “sabotagem intencional”.

“Não tem nada a ver com o partido estar no governo do estado. O que ocorreu foi que o Celso disse que a única condição para ele ser candidato era não usar o fundo”, afirmou o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, ao jornal Folha de S. Paulo.

Ele criticou a decisão de Russomanno.

“O partido se programou e assumiu outros compromissos. Agora ele está tendo de dividir os R$ 4 milhões entre a candidatura dele e a dos vereadores, já que aceitou receber o fundo. Eu mesmo disse a ele que não era uma boa ideia fazer campanha sem o fundo, mas ele insistiu e quando reconsiderou, já era tarde”, disse.

Apesar do apoio do partido ao governo estadual na Assembleia Legislativa, integrantes do Republicanos negam que exista alguma combinação contra a candidatura de Russomanno.

Por outro lado, há queixas dentro da campanha de Russomanno da articulação política do Planalto, cujo apoio se resumiu a alguns gestos públicos do presidente.

Aliados lembram, por exemplo, que havia uma negociação com o PSL, que daria mais tempo de TV à campanha, mas que foi fracassada depois de um tuíte do filho 03, Eduardo Bolsonaro.

O partido é o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, dono da TV Record e fiel apoiador de Bolsonaro.

Líder nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo, Celso Russomanno ancorou sua campanha a prefeito no presidente Jair Bolsonaro e na proposta de criação de um auxílio emergencial como o dado pelo governo federal durante a pandemia.