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Bolsonaro reclama de ‘autoridade religiosa’ que está criticando indicação ao STF

Matheus Schuch
·2 minutos de leitura

A apoiadores, presidente também comentou relação com Guedes e Maia: "Eu não tenho problema com Rodrigo Maia ou com Paulo Guedes, temos às vezes desentendimento natural" O presidente Jair Bolsonaro se queixou hoje de uma "autoridade religiosa" do Rio de Janeiro que criticou a definição do desembargador Kassio Nunes para o Supremo Tribunal Federal (STF). Desde que houve o anúncio, o pastor Silas Malafaia, até então aliado de Bolsonaro, fez postagens na internet contrárias à escolha. "Eu lamento muito uma autoridade lá do Rio de Janeiro que eu prezava muito e que está me criticando com videozinhos, me xingando de tudo quanto é coisa", disse Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada. "Esta autoridade do Rio de Janeiro queria que indicasse um dele, devem saber de quem eu estou falando, né? Tem vários vídeos aí, uma pessoa que ainda diz que tem Deus no coração". Bolsonaro citou que pessoas que o apoiavam estão ameaçando não votar em 2022 por conta da escolha de Nunes e convocou os populares com quem conversava a confiarem em suas escolhas. "Que tal eu indicar o Sergio Moro para o Supremo? Se ele não tivesse pedido demissão, muitos de vocês estariam falando 'é o Sergio Moro ou não tem reeleição em 2022'. Peraí, ou vocês confiam em mim ou não confiam", provocou. O presidente ainda chamou de "covardia" as críticas a Nunes e contemporizou o fato de o desembargador ter derrubado uma liminar que impedia o STF de comprar lagostas. "Eu recebo autoridade do mundo todo aqui, o que eu tenho que oferecer pra eles, angu e tubaína?". Bolsonaro também defendeu outra decisão de Nunes sobre a extradição do ativista italiano Cesare Battisti, em que ele teria mantido o entendimento do STF sobre prerrogativa do presidente da República para decidir sobre o tema. Questionado por um apoiador, o presidente comentou os conflitos entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia: "Eu não tenho problema com Rodrigo Maia ou com Paulo Guedes, temos às vezes desentendimento natural, quero uma coisa, Rodrigo não quer, Paulo Guedes quer uma coisa, eu não quero, isso é natural", argumentou. Em sua live semanal, ontem, Bolsonaro já havia comentado a sua relação com Guedes ao citar a alta no preço dos alimentos. "A nossa política é livre mercado, seguir a linha do Paulo Guedes. O Paulo Guedes continua com 99,9% aí de confiança comigo. Eu deixo 0,1% porque quando eu quero mudar uma coisinha eu digo: 'PG, não é 100%, não, porra. 0,1% é meu. Qual é? Você quer 100%? Você está muito guloso", disse Bolsonaro na transmissão. "Ele é o cara da política econômica. E a palavra final é dele e ponto final." O presidente Jair Bolsonaro reclamou de críticas ao nome escolhido para o STF Marcelo Camargo/Agência Brasil