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Bolsonaro quase parabenizou Biden, mas filho o impediu; entenda

Colaboradores Yahoo Notícias
·1 minuto de leitura
(SERGIO LIMA/AFP/Getty Images)
(SERGIO LIMA/AFP/Getty Images)

Jair Bolsonaro (sem partido) ainda não reconheceu Joe Biden como presidente eleito dos Estados Unidos, porém nesta semana quase parabenizou o democrata, aconselhado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. O filho, Eduardo Bolsonaro, e o chanceler Eduardo Araújo insistiram na narrativa de fraude e impediram o presidente de assumir a derrota de Donald Trump.

Segundo a revista Época, na última segunda-feira (9) o general Heleno entrou na sala da Presidência e tentou convencer Bolsonaro a reconhecer logo a vitória de Biden, como fizeram outros chefes de Estado, inclusive da direita. O ministro deixou a sala e, à noite, se reuniu com Todd Chapman, embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

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No início da semana, segundo um membro do primeiro escalão do governo, o presidente estava disposto a parabenizar Biden caso as projeções de uma vitória esmagadora do democrata se confirmassem. Trump passou a atacar o processo de apuração eleitoral norte-americano, exigindo que a contagem de votos parasse, sob o argumento, sem provas, de fraude.

De acordo com a reportagem, Bolsonaro preferiu ouvir admiradores do republicano como o assessor para assuntos internacionais, Filipe Martins, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), O presidente optou por acreditar na narrativa da existência de um complô contra Trump.

Além de Bolsonaro, não reconheceram a vitória de Biden o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-Un, o líder chinês Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o presidente populista López Obrador, do México.