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Bolsonaro pede ajuda à diretora da OMC por fertilizantes, diz ministro

·3 min de leitura
BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  18-04-2022, 18h00. O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, ao lado da Diretora Geral da organização Mundial do Comércio, OMC, a Doutora Ngozi Okonjo-Iweala, concedem entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty (Foto: Gabriela Bilo /Folhapress)
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 18-04-2022, 18h00. O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, ao lado da Diretora Geral da organização Mundial do Comércio, OMC, a Doutora Ngozi Okonjo-Iweala, concedem entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty (Foto: Gabriela Bilo /Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu à diretora-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Ngozi Okonjo-Iweala, que lidere uma iniciativa para que o Brasil continue a importar fertilizantes de países que estão sob sanções em decorrência da guerra na Ucrânia, disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França.

"Pedimos intervenção da Ngozi para que [a OMC] possa conceber a ideia de liderar uma iniciativa que permita um livre fluxo de fertilizantes, para que os embargos aplicados à Rússia e o próprio conflito na Ucrânia não impeçam a chegada desses insumos no Brasil", afirmou França nesta segunda-feira (18), em entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty.

O pedido aconteceu, segundo França, durante encontro do presidente Bolsonaro com Ngozi Okonjo-Iweala, nesta segunda-feira (18), durante a primeira visita da nigeriana à América Latina desde que assumiu o comando da entidade, em março de 2021.

O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de fertilizantes —cerca de 85% são importados, sendo que 23% são provenientes da Rússia.

Preocupada com a perspectiva de uma iminente crise alimentar em todo o mundo decorrente da disrupção das cadeias produtivas provocada pelo conflito entre Ucrânia e Rússia, ambos países fornecedores de grãos, fertilizantes e outras commodities, a diretora da OMC disse que levará a discussão a autoridades dos Estados Unidos e de outros países-membros.

"Vamos ver o que pode ser feito porque precisamos que o Brasil produza. Se o Brasil e a Ucrânia não produzirem, no próximo ano teremos mais problema com a carestia dos alimentos. O papel do Brasil é muito importante", afirmou.

Nesta semana, Ngozi Okonjo-Iweala participará das reuniões do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, em Washington.

Além de conversar com o presidente e com o chanceler, a diretora-geral da OMC também se reuniu com parlamentares da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e representantes do agronegócio nesta segunda.

A demanda do presidente Bolsonaro veio em resposta à solicitação da diretora-geral da OMC para que o Brasil amplie o fornecimento de alimentos e insumos agrícolas no atual cenário global. Antes da guerra, Ucrânia e Rússia juntas respondiam por 25% das exportações globais de trigo e 15% das de milho.

Na última terça-feira (12), a OMC revisou para baixo sua projeção para o crescimento em volume do comércio global de mercadorias, passando de 4,7% a 3%, devido aos impactos da guerra no Leste Europeu.

"Recebemos um apelo da diretora-geral da OMC para que o Brasil considere exportar eventuais estoques reguladores de alimentos para contribuir com aquilo que achamos que possa ser uma escassez de alimentos no mundo", afirmou o chanceler.

França destacou também que, mesmo nos momentos mais difíceis da pandemia, o agronegócio brasileiro manteve seus compromissos internacionais, como a exportação de grãos, aves e carne bovina.

A visita de Ngozi Okonjo-Iweala ao Brasil faz parte de uma agenda de preparação para a 12ª Reunião Ministerial da OMC (MC 12), prevista para junho. Segundo França, o Brasil está empenhado no avanço nas negociações dos quatro principais eixos do encontro: comércio e saúde, agricultura, subsídios à pesca e reforma da OMC.

No comando da OMC desde março de 2021, Ngozi Okonjo-Iweala é a primeira mulher e a primeira africana a liderar a organização. A nigeriana substituiu o diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, que renunciou ao cargo em 2020. Ela atuou durante 25 anos no Banco Mundial e também foi ministra das Finanças na Nigéria e ministra das Relações Exteriores.

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