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Bolsonaro nega que ‘imposto do pecado’ será criado

Jader Lazarini
Bolsonaro nega que ‘imposto do pecado’ será criado

Após chegar a Déli, na Índia, o presidente Jair Bolsonaro negou qualquer possibilidade de criação de um "imposto do pecado" sobre bebidas açucaradas, álcool e cigarro, como disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. O chefe da pasta econômica pedido que sua equipe estudasse a possibilidade de tributar esses produtos.

De acordo com o presidente Bolsonaro, em entrevista a jornalistas em território indiano, a orientação do governo é que não “teremos qualquer nenhuma majoração de carga tributária”.

Guedes solicitou aos responsáveis pela reforma tributária que façam simulações sobre uma tributação que seria impostas a produtos que fazem mal à saúde.

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Esta lista, além de cigarro e bebidas alcoólicas, inclui alimentos com excesso de açúcar, que causem obesidade (principalmente a infantil), acarretando em doenças mais graves como a diabetes.

O intuito da equipe econômica seria aproveitar a reforma tributária para fazer a modificação.

De acordo com o mandatário, não haverá tributação nem sobre álcool, nem sobre os outros produtos que são prejudiciais à saúde. “Não tem como aumentar a carga tributária, todo mundo consome algo de açúcar”, disse Bolsonaro.

O presidente brasileiro chegou nesta sexta-feira (24) para visita oficial de três dias à Índia. No próximo sábado (25), participará de um encontro com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e outras autoridades indianas, além de um banquete oferecido pelo anfitrião.

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No dia seguinte, Bolsonaro participará do desfile do Dia da República na Índia como convidado de honra. Entre outros, viajaram junto com ele:

  • Ernesto Araújo (Ministro das Relações Exteriores)
  • Marcos Pontes (Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações)
  • Pedro Guimarães (Presidente da Caixa Econômica Federal)
  • Eduardo Bolsonaro (Deputado Federal)

Já na próxima segunda-feira (27), Bolsonaro inicia um seminário empresarial Brasil-Índia. Então, irá para o Taj Mahal, um dos principais pontos turísticos da índia, que será fechado para o presidente e sua comitiva.