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Bolsonaro não pagou por impulsionamento de conteúdo, dizem Twitter e Facebook

Twitter e Facebook negaram que o candidato eleito, Jair Bolsonaro, tenha contratado serviços para impulsionar seu conteúdo nas redes sociais (Fátima Meira/Futura Press)

Twitter e Facebook negaram que o candidato eleito, Jair Bolsonaro, tenha contratado serviços para impulsionar seu conteúdo nas redes sociais. As duas empresas prestaram esclarecimentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta semana.

Entenda

No mês passado, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo noticiava que empresas apoiadoras do então candidato, Jair Bolsonaro, teriam contratado empresas de disparos de mensagens para o envio pelo WhatsApp de textos contra o PT. Os usuários afetados teriam sido obtidos através de bases de usuários de Bolsonaro e de dados vendidos por empresas especializadas no segmento. A prática é considerada ilegal, já que pode configurar doação de empresas para campanhas políticas, algo considerado ilegal desde 2015.

Diante do caso, o TSE decidiu investigar o caso e solicitou que as redes sociais informem se houve, de alguma maneira, pagamento pelo impulsionamento de conteúdo. Ainda precisam prestar esclarecimentos sobre o tema o WhatsApp, o Instagram e o Google.

Veja o que cada empresa disse:

Twitter

”O Twitter Brasil averiguou internamente e foi constatado que as contas verificadas do candidato Jair Messias Bolsonaro e do partido político Partido Social Liberal (PSL) – @jairbolsonaro e @psl_nacional, respectivamente – não contrataram impulsionamento de qualquer conteúdo, seja este eleitoral ou não”, detalhou a empresa.

Sobre contas não oficiais, o Twitter afirmou que “para que seja possível o fornecimento de qualquer informação referente a conteúdo orgânico ou patrocinado na plataforma Twitter, faz-se imprescindível que os tweets sejam devidamente especificados por meio de suas respectivas URLs, que permitam a localização inequívoca do conteúdo”.

Facebook

“[Bolsonaro e o partido] não contrataram impulsionamento de conteúdos no período entre 16 de agosto de 2018 e 28 de outubro de 2018”, indica o Facebook. A empresa revela que se a Justiça Eleitoral desejar o fornecimento de dados de outras páginas além das registradas, pode “contatar operadores dos sites Facebook e Instagram poderá contatar os operadores dos sites Facebook e Instagram para viabilizar o fornecimento dos dados disponíveis em seus servidores, mediante a indicação das URLs correspondentes, nos moldes da legislação vigente”.