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Bolsonaro mente a investidores sobre situação da vacinação no Brasil

João Conrado Kneipp
·3 minuto de leitura
Brazilian President Jair Bolsobaro poses with Ze Gotinha, symbol of Brazilian vaccination campaigns during the launch of the  national vaccination plan against the novel coronavirus Covid-19 at Planalto Palace in Brasilia, on December 16, 2020. - The government has not released a date for the start of the vaccination but commits to start the process 5 days after the approval of a vaccine by the health agency (ANVISA) and expects to take 12 to 16 months to vaccinate the entire Brazilian population. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Afirmação mentirosa de Bolsonaro foi feita num evento com investidores nesta terça-feira (26) e ignora os dados de vacinados no país. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro mentiu ao dizer a um grupo de investidores que o Brasil era “o sexto país que mais vacinou no mundo”. A declaração foi feita durante conferência promovida pelo Credit Suisse, nesta terça-feira (26), e ignora os dados de acompanhamentos da vacinação contra a Covid-19 no país.

“Já somos o sexto país que mais vacinou no mundo. Brevemente estaremos nos primeiros lugares, para dar mais conforto à população e segurança a todos, de modo que a nossa economia não deixe de funcionar”, disse o presidente, ao lado dos ministros Paulo Guedes, da Economia, e Ernesto Araújo, Relações Exteriores.

Segundo o consórcio de imprensa que reúne informações sobre o número de vacinados Brasil, 685.201 pessoas já tomaram a primeira dose. Já o balanço do projeto "Our World in Data", ligado à Universidade de Oxford, indica que 700,6 mil doses das vacinas contra Covid-19 já foram aplicadas no país.

Os levantamentos contam as doses aplicadas tanto da CoronaVac quanto do imunizante da Oxford.

O governo federal não possui, até agora, uma plataforma que contabiliza o número de vacinas aplicadas no país. No portal do Ministério da Saúde consta apenas a quantidade de doses distribuídas aos estados.

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Levando em conta o maior valor, o Brasil ocupa a 15ª colocação no ranking mundial. Em números absolutos de doses aplicadas, estão a frente países como Polônia, em 14º com 707 mil doses; Turquia, em 9º com 1,3 milhões; e Emirados Árabes Unidos, em 5º com 2,57 milhões.

Os Estados Unidos lideram o ranking mundial com 22,7 milhões, seguido da China, com 17 milhões, e do Reino Unido, com 7 milhões de doses aplicadas.

Confira o ranking abaixo:

Na análise do número de vacinas aplicadas a cada 100 mil habitantes, afirmação de Bolsonaro segue sendo mentirosa. Nesse recorte, a posição do Brasil é ainda pior no ranking mundial.

Proporcionalmente, o país está na 49ª colocação, com 330 pessoas vacinadas a cada 100 mil brasileiros. Em primeiro aparece Israel, com 44,8 mil pessoas imunizadas a cada 100 mil habitantes, seguido de Emirados Árabes Unidos (26 mil a cada 100 mil).

HISTÓRICO DE ATAQUES CONTRA VACINA

Em uma disputa política pela vacina, Bolsonaro tem um histórico de manifestações contrários à CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista. Usado como trunfo político do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o imunizante é o que está disponível em maior quantidade hoje no Brasil.

Em outubro do ano passado, por exemplo, Bolsonaro disse que o governo não iria adquirir a vacina do Butantan. "Tudo será esclarecido hoje. Tenha certeza, não compraremos vacina chinesa. Bom dia", escreveu em suas redes sociais.

Em outra ocasião, ele voltou a garantir que a Coronavac não seria comprada e disse que ela não transmitia segurança por conta da sua origem: "Da China nós não comparemos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem", declarou o presidente.

Bolsonaro também afirmou no passado que não pretende se imunizar porque já se contaminou e tem anticorpos.

A argumentação do presidente contraria especialistas médicos. Eles destacam que ainda não há informação detalhada sobre a duração da proteção de uma pessoa que teve o vírus no passado, que a imunidade gerada pelas vacinas parece ser mais duradoura e que, portanto, a imunização desse público também é necessária.