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Bolsonaro mantém silêncio sobre 500 mil mortos por Covid, mas sobre Lula diz: 'Só na fraude o nove dedos volta'

·2 minuto de leitura

O presidente Jair Bolsonaro manteve o silêncio na manhã desta segunda-feira sobre as 500 mil mortes pela Covid-19 no Brasil. Desde sábado, quando o país ultrapassou a marca, Bolsonaro tem preferido comentar outros assuntos.

O Brasil já acumula 501.918 óbitos pela doença, de acordo com os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que compila informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

Durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a defender a implementação do voto impresso para as eleições presidenciais de 2022. Ele chamou o ex-presidente Lula de "nove dedos" e disse que o petista só volta ao cargo se houver fraude.

— Só na fraude o nove dedos volta. Se Congresso aprovar e promulgar, teremos voto impresso. Não vai ser uma canetada de um cidadão como esse daqui que não vai ter voto impresso — disse Bolsonaro.

Desde a eleição de 2018, o presidente afirma, sem apresentar provas, que há fraude nas eleições com as urnas eletrônicas. No entanto, nunca foi registrada a comprovação de qualquer tipo de irregularidade que pudesse modificar o resultado das eleições no Brasil. Segundo a oposição, a estretégia do presidente é uma forma de fragilizar as instituições e de preparar o caminho para que ele questione o resultado em 2022, caso não seja reeleito.

O presidente também destacou que, nesta semana, deve ser votado o projeto de lei que altera regras de cobrança do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro, em meio a insatisfações de caminhoneiros com as altas no combustível, Bolsonaro enviou à Câmara um projeto de lei que estabelece um valor fixo e único de ICMS dos combustíveis para todos os estados.

Bolsonaro afirmou estar confiante na atuação do presidente da Câmara, Arthur Lira, para aprovação da proposta. Apesar de reconhecer que “há dificuldades”, ele acredita que "dá para aprovar".

— Eu acho que dá pra gente aprovar, porque cada governador vai ter quanto é o seu ICMS. A gente resolve a questão do combustível no Brasil — garantiu.

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