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Bolsonaro liga para empresária que chamou fechamento de loja de ato da 'ditadura'

KATNA BARAN
·2 minuto de leitura
BRASÍLIA, DF,  09.07.2020 - JAIR-BOLSONARO-DF - O presidente Jair Bolsonaro é visto na entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília, no fim da tarde desta quinta-feira (9). O presidente está em isolamento após testar positivo para Covid-19. Ele acenou para apoiadores que estavam na parte externa do palácio. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 09.07.2020 - JAIR-BOLSONARO-DF - O presidente Jair Bolsonaro é visto na entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília, no fim da tarde desta quinta-feira (9). O presidente está em isolamento após testar positivo para Covid-19. Ele acenou para apoiadores que estavam na parte externa do palácio. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

O presidente Jair Bolsonaro fez uma ligação de vídeo para se solidarizar com a empresária curitibana Elisa Ruppenthal, que chamou o fechamento da loja da qual é proprietária, na capital paranaense, de um ato da "ditadura".

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A própria empresária publicou nas redes sociais na quinta-feira (9) um trecho da conversa com Bolsonaro.

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"Espero que a gente resolva essa situação tua e de todo mundo no Brasil para que a gente volte à normalidade o mais rapidamente possível. Estou te ligando só para dizer que sou solidário e pedir desculpas pela impotência", disse o presidente.

Na quarta-feira (8), a empresária, proprietária de lojas de calçados, publicou nas redes sociais um vídeo em que reclamava de uma abordagem feita por fiscais da prefeitura de Curitiba no mesmo dia. A postagem teve milhares de visualizações e centenas de comentários e compartilhamentos.

Ela afirmou que estava trabalhando sozinha em uma das suas lojas, apenas para atender pedidos para entrega e fazer postagens nas redes sociais. Em frente ao estabelecimento, ela havia fixado cartazes com contatos para encomendas.

Segundo Elisa, os fiscais avisaram que ela teria que fechar a loja, que não poderia manter a vitrine aberta e que deveria cessar o atendimento, já que não possuía alvará para vendas on-line.

"Que tipo de democracia estamos vivendo ou será que estamos numa ditadura e esqueceram de me avisar? Porque o que aconteceu hoje de manhã na minha loja foi digno de uma ditadura. Não é esse Brasil que eu quero empreender, não é essa Curitiba que nós precisamos", desabafou no vídeo em que aparece visivelmente abalada.

A prefeitura de Curitiba aderiu no início do mês ao decreto estadual de lockdown em parte dos municípios do estado para controlar o avanço do novo coronavírus. Assim, apenas serviços essenciais podem funcionar na capital, que estava com mais de 90% de UTIs ocupadas.

O prefeito Rafael Greca (DEM) respondeu à postagem. Ele afirmou que questionou a fiscalização e foi informado que a loja estava aberta, a vitrine exposta e que a empresária estava atendendo. Ainda segundo o prefeito, Elisa não foi notificada e sim apenas orientada pelos fiscais a vender os produtos de forma on-line.

"Contrariar Decreto Sanitário do Governador do Estado chama fiscalização. Guarde sua revolta contra o vírus que mata. Está pesado, mas #VaiPassar. Mais rápido se mais gente cooperar", escreveu Greca.

Antes de divulgar o trecho da conversa com Bolsonaro, Elisa fez um novo desabafo. "Esse telefone pode não ter resultado em muitas decisões, porém ele acalenta muito", disse a empresária que voltou a reclamar das medidas adotadas pelo governador do Paraná Ratinho Jr. (PSD) e pelo prefeito da capital.