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Bolsonaro lê carta suicida ao vivo para atacar lockdown

Marcelo Freire
·3 minuto de leitura
Brazilian President Jair Bolsonaro speaks during the sanction of the law that authorizes states, municipalities and the private sector to buy vaccines against COVID-19, at the Planalto Palace in Brasilia, on March 10, 2021. - Until now, with more than 260,000 deaths by the coronavirus, only the federal Government was authorized to buy vaccines. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Brazilian President Jair Bolsonaro speaks during the sanction of the law that authorizes states, municipalities and the private sector to buy vaccines against COVID-19, at the Planalto Palace in Brasilia, on March 10, 2021. - Until now, with more than 260,000 deaths by the coronavirus, only the federal Government was authorized to buy vaccines. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Entre as inúmeras críticas que fez às medidas de isolamento social em sua live nesta quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a ler uma carta que, segundo o presidente, foi escrita por um homem que cometeu suicídio na Bahia.

Bolsonaro usou a carta para reforçar a sua tese de que as medidas de isolamento, adotada por governadores e prefeitos do país, estão sendo "mais danosas que o próprio vírus".

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Na carta, o homem pede desculpas à mãe pelos erros que teria cometido na vida. Em trechos lidos pelo presidente, ele diz estar cansado de se sentir humilhado. "Estou fazendo isso porque não estou dando...pagar dívidas por causa do governador e prefeito. Decretou fechamento de tudo e não está dando para vender direito", leu Bolsonaro. Que, na sequência, acrescentou: "o governador da Bahia e o prefeito de Salvador".

"O efeito colateral do lockdown está sendo mais danoso do que o próprio vírus", completou Bolsonaro, dizendo que apenas idosos e pessoas com comorbidades deveriam ficar isoladas em casa – apesar de o vírus ter o potencial de matar todos os grupos da população, inclusive jovens e pessoas que não tem outras doenças. "O resto, pessoal, toma as medidas que estão sendo usadas no momento e vão para o trampo. Vão trabalhar, pô."

Presidente pergunta a secretário sobre lockdown e ouve que "cada caso é um caso"

Antes de iniciar suas críticas mais pesadas às medidas de isolamento social, Bolsonaro questionou a opinião do médico Marcelo Morales, secretário do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), sobre o lockdown. "Não combinei com ele, não sei o que ele vai falar. Se não quiser falar, deixa comigo", disse Bolsonaro a Morales.

No entanto, quando o secretário iniciou a sua fala – "falando tecnicamente, depende de cada momento e situação..." –, Bolsonaro interrompeu e começou o seu discurso de ataques às medidas, que incluíram citações à ditadura militar brasileira e às Forças Armadas, com o presidente dizendo que faria "o que o povo quiser".

Depois de falar por mais de 25 minutos sobre o tema, ele questionou novamente o médico. "Responde o que você quiser. Você é médico, pode ter uma opinião diferente da minha, não tem problema não", declarou o presidente.

Morales, então, afirmou que "cada caso é um caso, e tem que ser analisado". Ele citou como exemplo a cidade de Bauru (SP), onde houve superlotação dos leitos de UTI. "Se Bauru está com lotação de 100% nas UTIs, tem que tomar medidas mais enérgicas. Agora, se for 70%, pode fazer um meio termo, porque temos um problema econômico e de saúde e elas têm que ser equilibradas", disse o secretário do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Segundo a Fiocruz, em dados coletados no dia 8 de março, todas as 27 capitais brasileiras apresentam ocupação de UTIs acima de 70%, sendo que 25 têm índice acima de 80%, considerado crítico. Porto Velho (100%) e Porto Alegre (102%) já sofrem com ocupação além da capacidade.

De acordo com o cálculo do secretário, portanto, boa parte delas já estariam sujeitas a adoção de medidas "mais enérgicas", como ele mesmo definiu. Bolsonaro, no entanto, só respondeu "tudo bem" quando o médico terminou sua fala, e começou a ler a carta do homem que teria cometido suicídio.