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Bolsonaro indica diretor da BB Consórcios para comando do Banco do Brasil

GUSTAVO URIBE E JULIO WIZIACK
·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 10.11.2020 - O presidente Jair Bolsonaro durante evento no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 10.11.2020 - O presidente Jair Bolsonaro durante evento no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com o pedido de renúncia do executivo André Brandão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicou para o comando do Banco do Brasil o administrador Fausto de Andrade Ribeiro, atual diretor-presidente da BB Consórcios, subsidiária da instituição financeira.

A informação foi antecipada nesta quinta-feira (18) pela Folha. O administrador, que tem especialização em finanças internacionais e pós-graduação pela George Washington University, foi uma sugestão do presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Até a semana passada, o nome favorito para o posto era o do diretor da Caixa Seguridade, João Eduardo Dacache , que tinha o apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes. Nesta quinta-feira (18), no entanto, Bolsonaro decidiu mudar o indicado.

Em reunião com Guimarães, no Palácio do Planalto, o presidente disse, segundo assessores palacianos, que queria um nome que fosse mais afinado a ele. Ribeiro é considerado no Banco do Brasil um "bolsonarista" e, segundo funcionários da instituição, cobrou de sua equipe que trabalhasse de maneira presencial durante a pandemia.

​O executivo está desde setembro à frente do BB Consórcios. Antes, ele foi diretor-geral da instituição financeira para Espanha e Marrocos e diretor-executivo do Banco Patagônia, em Bueno Aires. Ele é formado em administração e direito.

Brandão comunicou nesta quinta-feira (18) que renunciou ao cargo, com efeito a partir de 1º de abril, segundo informou o banco em comunicado ao mercado.

No comunicado, o BB informou que Brandão entregou o pedido de renúncia a Bolsonaro, a Guedes e ao presidente do conselho de administração do banco, Hélio Lima Magalhães.

Antes da mudança, o nome de Dacache chegou a ser submetido à análise do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que checa antecedentes dos indicados a postos no governo.

O bloco do centrão até tentou convencer Bolsonaro a indicar para o posto o secretário-executivo do ministério da Cidadania, Antônio Barreto, nome apoiado pelo grupo partidário.

Bolsonaro, no entanto, avisou que o posto é estratégico e que nomearia alguém com experiência no setor bancário. A avaliação é que a escolha de alguém do Banco do Brasil evita criar mais instabilidade no mercado financeiro após a interferência do presidente na Petrobras. Fausto Ribeiro é funcionário de carreira no BB desde 1988.

O novo presidente do BB assume o comando de um dos maiores bancos do país cinco meses após Brandão ter assumido o cargo depois de deixar o HSBC.

Brandão conquistou a antipatia de Bolsonaro em janeiro, depois de anunciar o fechamento de 112 agências do BB e um programa de desligamento de 5 mil funcionários.

Bolsonaro queria demiti-lo, mas adiou a decisão para não gerar mais desgaste após a intervenção na Petrobras.

Nesse período, Guedes tentou convencer o presidente a mantê-lo no posto, mas foi vencido. Diante da pressão, Brandão colocou o cargo à disposição.

Pesou para isso o modo como Bolsonaro tratou da troca no comando da Petrobras, fazendo críticas públicas ao presidente Roberto Castello Branco antes de anunciar a indicação do general da reserva Joaquim Silva e Luna para o cargo.

Até julho do ano passado, Brandão era do HSBC. Ele foi escolhido pelo governo para presidir o BB no lugar de Rubem Novaes. Fausto Ribeiro será o terceiro presidente do BB em cerca de seis meses.