Mercado abrirá em 6 h 26 min

Bolsonaro fez pedido formal de desfiliação do PSL, informa advogado

Matheus Schuch e Fabio Murakawa

Bolsonaro disse que deve mesmo ser presidente de seu novo partido, Aliança pelo Brasil. Porém, afirmou que "isso também pode mudar" O presidente Jair Bolsonaro assinou, hoje, sua desfiliação do PSL. Na quinta-feira, haverá um evento em Brasília para o lançamento do novo partido do presidente, “Aliança pelo Brasil”.

O filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), também saiu do partido e encaminhou ontem à Executiva o aviso de desfiliação. Por exercerem cargos majoritários, nenhum dos dois perderá o mandato.

Os advogados de Jair Bolsonaro, Admar Gonzaga e Karina Kufa, se reuniram com ele no Palácio do Planalto para acertar detalhes sobre a saída do PSL e o processo de criação da nova sigla. Na quinta, serão apresentados o estatuto, programa partidário e os fundadores.

No fim do dia, Bolsonaro disse que deve mesmo ser presidente do Aliança pelo Brasil. Porém, afirmou que "isso também pode mudar", quando questionado sobre se seu filho Flávio poderia comandar a legenda. “Por enquanto sou eu. Mas isso também pode mudar. Na política tudo muda”, afirmou, ao chegar à residência oficial do Palácio da Alvorada.

Os advogados não quiseram antecipar a estratégia para a coleta das mais de 470 mil assinaturas necessárias para a criação do partido. Gonzaga destacou que a popularidade de Bolsonaro irá contribuir para agilizar o processo. Ele afirma ter recebido uma “avalanche” de demonstrações de apoio. O advogado acredita que conseguirá viabilizar a criação da sigla a tempo de assegurar a participação nas eleições municipais do ano que vem.

O maior desafio do presidente é encerrar todo o processo de criação do novo partido a tempo de os filiados do Aliança disputarem a eleição. Além disso, o grupo de Bolsonaro pretende levar para a nova legenda, quando de fato ela for criada, o maior número de deputados possível e com o direito a fundo eleitoral e partidário.