Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.235,76
    +1.584,71 (+1,46%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.808,21
    +566,41 (+1,20%)
     
  • PETROLEO CRU

    91,82
    -0,11 (-0,12%)
     
  • OURO

    1.801,60
    -12,10 (-0,67%)
     
  • BTC-USD

    24.323,83
    +1.478,24 (+6,47%)
     
  • CMC Crypto 200

    573,44
    +42,22 (+7,95%)
     
  • S&P500

    4.210,24
    +87,77 (+2,13%)
     
  • DOW JONES

    33.309,51
    +535,11 (+1,63%)
     
  • FTSE

    7.507,11
    +18,96 (+0,25%)
     
  • HANG SENG

    19.860,27
    +249,43 (+1,27%)
     
  • NIKKEI

    27.819,33
    -180,63 (-0,65%)
     
  • NASDAQ

    13.448,00
    +56,00 (+0,42%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2387
    -0,0077 (-0,15%)
     

Bolsonaro faz discurso eleitoral, e Congresso promulga PEC que amplia benefícios sociais

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com a presença de Jair Bolsonaro (PL), o Congresso Nacional promulgou nesta quinta-feira (14) a PEC dos bilhões, que prevê um pacote de bondades que será distribuído no ano em que o presidente tenta a reeleição.

Bolsonaro, que estava em viagem ao Maranhão, retornou a Brasília para participar da cerimônia de promulgação. A sessão solene estava inicialmente marcada para as 16h, mas atrasou mais de duas horas para esperar o mandatário.

Em desvantagem nas pesquisas de intenção de votos, Bolsonaro aposta na concessão de uma série de benefícios para a população mais vulnerável e também para as categorias impactadas pela alta dos preços dos combustíveis.

A proposta atropela as leis que versam sobre eleições e contas públicas para poder turbinar os benefícios em meio à corrida presidencial.

Bolsonaro chegou ao Senado antes do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e precisou esperar por cerca de dez minutos na sala da presidência. Pacheco chegou acompanhado do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que recentemente voltou a se aproximar de Bolsonaro.

O presidente foi aplaudido por aliados ao entrar no plenário do Senado ao lado de Pacheco e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União), Célio Faria (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) acompanharam Bolsonaro na solenidade.

Em seu discurso no Congresso, Bolsonaro exaltou feitos do governo e fez uma retrospectiva dos problemas que enfrentou desde que assumiu o Executivo.

O mandatário elogiou o trabalho do Legislativo e disse que "não faltou coragem" à Câmara e ao Senado na adoção de medidas que visam amenizar o impacto da crise econômica. O presidente também citou ações do governo voltadas às mulheres e ao Nordeste, duas fatias do eleitorado em que amarga os maiores índices de rejeição.

Ele mencionou a viagem ao Maranhão nesta semana e disse que recebeu "carinho inigualável" da população nordestina.

O chefe do Executivo disse, ainda, que a redução nos preços dos combustíveis e outras medidas do governo ajudarão na redução da inflação. "Ouso dizer que poderemos ter, inclusive, deflação. É o Brasil voltando à normalidade que se caracterizou no período pré-pandemia", disse.

Segundo o presidente, o aumento do Auxílio Brasil beneficiará 18 milhões de família e que dois terços da verba irá para as mulheres. "Mesmo quando existe casal, vai para a esposa. É o nosso olhar todo especial para as mulheres do Brasil", disse.

O presidente foi aplaudido por correligionários no momento em que anunciou que, até o ano passado, o Bolsa Família equivalia a R$ 190 e que, agora, será de R$ 600.

O presidente costuma utilizar eventos oficiais para fazer discursos exaltando sua gestão e para atacar adversários políticos. A prática tem potencial de confrontar a legislação eleitoral, uma vez que a campanha só começa oficialmente em 16 de agosto e a lei restringe inclusive a divulgação de informações oficiais por órgãos públicos nos três meses que antecedem a disputa.

Pacheco, em sua fala, citou a rapidez com que a proposta foi aprovada na Casa vizinha. "Na Câmara dos Deputados, a tramitação das propostas [a de biocombustíveis e a dos bilhões] foi ainda mais célere, tendo ambas sido aprovadas conjuntamente em 13 de julho de 2022, menos de um mês após o recebimento dos autógrafos do Senado Federal", disse o senador.

A PEC teve a tramitação acelerada por Lira, aliado de Bolsonaro. Em vez de seguir o rito regimental de ter a admissibilidade analisada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para, só então, ser encaminhado a uma comissão especial para análise do mérito, o texto foi apensado ao da PEC de biocombustíveis, que já tinha passado pela etapa inicial e estava em comissão especial.

Pacheco também destacou que a PEC tem o objetivo de amenizar o impacto dos efeitos "nefastos" da inflação.

"A Emenda que ora promulgamos visa amenizar, para a população brasileira, os nefastos efeitos sociais e econômicos advindos do processo inflacionário observado, nos últimos meses, em quase todos os países do globo", afirmou o senador mineiro, que atribuiu essa situação principalmente ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Lira, por sua vez, falou sobre o impacto da PEC na ampliação do Auxílio Brasil. "Temos a certeza de que esse conjunto de medidas provocará um impacto muito positivo na redução da pobreza no nosso país, minimizando seus efeitos tão deletérios para nosso povo", afirmou.

A proposta surgiu inicialmente como uma reserva de cerca de R$ 30 bilhões para compensar estados que optassem por zerar as alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis.

Uma articulação envolvendo o governo e algumas das principais lideranças do Congresso permitiu que a proposta fosse completamente desfigurada, transformando-se em um pacote de bondades, ao custo total de R$ 41,25 bilhões.

A PEC prevê o aumento de R$ 400 para R$ 600 no valor do Auxílio Brasil —substituto do programa Bolsa Família— e ainda busca zerar a fila para o benefício.

Também dobra o valor do vale-gás e cria um auxílio para caminhoneiros e também para taxistas.

A criação de novos programas é vedada pela legislação eleitoral, mas a PEC buscou contornar essa vedação com a polêmica inclusão no texto da previsão de decretação de estado de emergência.

O governo Jair Bolsonaro vinha sofrendo grandes desgastes por causa da alta dos preços dos combustíveis. O mandatário então decidiu lançar uma guerra de retóricas contra o comando da Petrobras e contra os governadores —a quem acusa de serem os responsáveis pelos altos preços por não reduzirem os tributos estaduais.

A questão dos preços dos combustíveis acabou amenizada com a aprovação de um projeto de lei que estabeleceu um teto de 17% para o ICMS que incide sobre combustíveis, energia, transporte e telecomunicações. Esses itens passaram a ser considerados essenciais.

Com isso, alguns estados já reduziram as suas alíquotas e o preço caiu nas bombas.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos