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Bolsonaro fala em solução para Refis e diz que Ministério da Economia às vezes deixa a desejar

·2 min de leitura
***ARQUIVO***SOROCABA, SP, 25.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a inauguração do Centro de Excelência em Tecnologia 4.0, no Parque Tecnológico de Sorocaba, no interior paulista. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SOROCABA, SP, 25.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a inauguração do Centro de Excelência em Tecnologia 4.0, no Parque Tecnológico de Sorocaba, no interior paulista. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Depois de ter vetado o projeto de renegociação de dívidas de empresas do Simples Nacional e MEIs (microempreendedores individuais), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste sábado (8) que trabalha numa medida provisória ou portaria compensatória para o setor.

"A decisão, no dia seguinte, paguei missão para Paulo Guedes buscar alternativa possivelmente para ontem. Não foi possível. Passamos para segunda-feira. Talvez uma medida provisória ou uma portaria nesse sentido", afirmou.

Bolsonaro falou com jornalistas em frente à casa do AGU (Advogado-Geral da União), Bruno Bianco, que fez uma festa para celebrar seu aniversário de 40 anos.

"Não vamos desamparar esse pessoal, é uma base da economia muito forte, então eles serão atendidos", completou o chefe do Executivo.

Inicialmente, o presidente queria ter sancionado a proposta. "Obviamente, havia interesse nosso de ser aprovado", disse neste sábado.

Mas, aconselhado pelas equipes econômica e jurídica, vetou integralmente, desagradando o Congresso. Parlamentares já prometem derrubar o veto na volta dos trabalhos do Legislativo.

O episódio gerou mal estar com a pasta de Paulo Guedes. Segundo o presidente, o projeto aprovado por parlamentares tinha dois "riscos": a ausência de uma fonte de compensação, o que violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal; e a lei eleitoral, como mostrou a Folha.

Este foi o segundo atrito num período de poucas semanas com o ministério. No último dia de 2020, Bolsonaro ignorou a equipe econômica e sancionou a desoneração da folha de pagamento de 17 setores por mais dois anos.

A sanção foi feita sem nenhuma medida de compensação pela perda de receitas, contrariando a pasta.

Neste sábado, Bolsonaro relembrou o episódio e disse que, em alguns momentos, o Ministério da Economia "deixa a desejar".

"Nós fomos contra a Economia [no veto da desoneração da folha] e acabamos vencendo sem risco para nosso lado. Lamentavelmente, a Economia faz um trabalho excepcional para a gente, mas em alguns momentos deixa a desejar. É um ministério muito grande. Paulo Guedes é competente, conta com nosso apoio, mas conta com quatro ministérios pesados", afirmou.

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