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Bolsonaro fala em “pequena reforma ministerial” e nega saída por problema

Vandson Lima

O presidente Jair Bolsonaro admitiu, em sua tradicional transmissão ao vivo por suas redes sociais às quintas-feiras, que fez uma “pequena reforma ministerial”, ao comentar a troca dos ministros da Casa Civil, Cidadania e do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

“Fizemos uma pequena reforma ministerial. Nenhum ministro saindo por qualquer problema”, garantiu Bolsonaro. Em dezembro, o presidente fez críticas à imprensa por noticiar que ele faria mudanças nos ministérios no início de 2020. À época, Bolsonaro negou que uma reforma ministerial estivesse no horizonte.

O presidente adotou um tom elogioso a todos os subordinados que estão trocando de função. Sobre Gustavo Canuto, que deixou o MDR para assumir a Dataprev, disse que ele vai “por livre e espontânea vontade e sugestão nossa também, assumir uma missão” e chamou seu trabalho de “excepcional”

Reprodução Facebook

Onyx, que sai da Casa Civil para a Cidadania, “tem um grande desafio pela frente”, segundo Bolsonaro. Já Osmar Terra, que deixa de ser ministro e volta para a Câmara dos Deputados, “também vai cumprir uma missão" e, segundo o presidente, fez um trabalho muito bom na pasta que comandava. “Terra é uma pessoa equilibrada, inteligente, vivida”, disse Bolsonaro.

Por fim, o presidente elogiou o general Walter Souza Braga Netto, que assumirá a Casa Civil. “Braga Neto se tornou pessoa conhecida pela intervenção no Rio, fez excepcional trabalho, abaixou a temperatura da criminalidade”, afirmou.

Carteirinha de estudante

Na mesma live, o presidente culpou o PCdoB e a União Nacional dos Estudantes (UNE) pela provável perda de efeito da Medida Provisória (MP) que permitia a emissão digital da carteirinha do estudante, chamada de ID Estudantil.

Como a proposta não foi votada pelo Congresso, perderá a validade no próximo domingo. Quem tirar a carteirinha até lá poderá continuar usando até dezembro.

“Nossa MP que permitia carteirinha de estudante vai caducar. A UNE tá vibrando. Você vai ter que voltar a gastar R$ 35 reais [para emissão da carteira física]. Lamentavelmente o PCdoB e a UNE fizeram ela não ser votada”, disse Bolsonaro.