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Bolsonaro endossa candidata a vereadora suspeita de ter sido sua funcionária-fantasma em Brasília

Marcelo Freire
·3 minuto de leitura
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the ceremony celebrating 100 million digital savings accounts in the state bank Caixa Economica at Planalto Palace in Brasilia, on November 4, 2020. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto no dia 4 de novembro (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Wal do Açaí, ex-assessora do presidente na Câmara dos Deputados, é candidata em Angra dos Reis

  • Bolsonaro não fala sobre cenário das eleições americanas, onde Donald Trump aparece em situação difícil contra Joe Biden

O presidente Jair Bolsonaro iniciou sua transmissão semanal nas redes sociais nesta quinta-feira (5) anunciando seu apoio a Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí, que será candidata a vereadora em Angra dos Reis (RJ).

Ex-assessora de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Wal é alvo de uma investigação do Ministério Público Federal de Brasília sob a suspeita de ser funcionária-fantasma.

A denúncia surgiu após uma reportagem da Folha de S.Paulo em 2018 apontar que Wal trabalhava em comércio de açaí próximo a uma casa de Jair Bolsonaro na Vila Histórica de Mambucaba, em Angra, enquanto cumpria expediente no gabinete do então deputado federal em Brasília.

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Nesta quinta, o presidente fez campanha para a ex-assessora, que utilizará nas urnas o nome de "Wal Bolsonaro", e afirmou que ela estava de férias quando a Folha fez a reportagem. "Ela estava na lojinha de açaí, que não dá um salário mínimo por mês de lucro. E a Folha esculhambou com essa senhora, covardemente", acusou o presidente.

"E agora a Wal resolveu vir candidata a vereadora em Angra dos Reis. Então, obrigação minha, pelos excelentes serviços que ela prestou para mim na região", disse Bolsonaro, endossando a candidata.

Em seguida, o presidente fez campanha para outros candidatos a vereadores em diversas cidades do Brasil – inclusive seu filho, Carlos Bolsonaro, apontado pelo presidente como "um dos responsáveis" por sua eleição e "terrivelmente perseguido pela mídia".

Bolsonaro também voltou a pedir voto para seus candidatos a prefeito. Ao fazer campanha para Celso Russomanno (Republicanos) em São Paulo, ele alfinetou o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB). "Se você achou que ele [Covas] se comportou bem, por ocasião da pandemia, fechando tudo, soldando porta de comércio, você vota nele. Se achou o contrário, nossa pedida é o Celso Russomanno."

Na sequência, o presidente pediu votos para a reeleição de Marcelo Crivella (Republicanos) como prefeito do Rio de Janeiro, afirmando que ele "pegou uma prefeitura arrasada" e "foi massacrado pela 'TV Funerária' por quatro anos", disse, em alusão ao conflito de Crivella com a TV Globo.

Presidente não cita situação de Trump nas eleições americanas

Depois de divulgar inúmeras vezes seu apoio ao republicano Donald Trump nas eleições americanas, Bolsonaro não citou a situação do presidente dos Estados Unidos na atual disputa contra o democrata Joe Biden – que, em tese, está em vantagem na reta final da apuração dos votos.

Bolsonaro, no entanto, falou sobre sua vontade de alterar o sistema eleitoral brasileiro e adotar a volta do voto impresso, que ele apontou como uma "maneira de auditar as eleições".

"Vamos mergulhar na Câmara e no Senado para ter um sistema eleitoral confiável em 2022", disse o presidente, que já atacou a escolha brasileira por urnas eletrônicas e fez acusações não comprovadas de fraude nas eleições – inclusive em 2018, quando foi eleito.