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Bolsonaro diz que vai reeditar decreto sobre o SUS

Matheus Schuch
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Em sua live semanal, presidente afirmou que decreto não tem nada a ver com privatização, sem entrar em detalhes Live Bolsonaro e ministra Tereza Cristina Reprodução Youtube O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje que deve reeditar na semana que vem o decreto que inclui estudos sobre parcerias com a iniciativa privada para administração de Unidades Básicas de Saúde (UBS). A medida foi revogada após repercussão negativa ontem. "O decreto de ontem não tinha nada a ver com privatização do SUS", argumentou, durante a live semanal transmitida em redes sociais. "Revoguei o decreto, mas nos próximos dias posso reeditá-lo, deve ser semana que vem", disse, sem entrar em detalhes sobre o novo texto. Durante a transmissão, o presidente também comentou o atentado terrorista à basílica de Nice, na França, que terminou com três mortos, e lamentou o fato de haver uma brasileira entre as vítimas. "Na ONU eu falei sobre Cristofobia", lembrou. "Isso aqui tem que ser combatido, não tem que ser com florzinha. Não são casos isolados, em vários países mundo afora isso é uma constante." Avisado por um assessor, Bolsonaro disse que 100 mil pessoas são mortas por motivos religiosos no mundo todos os anos. O presidente estava acompanhado na live da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, convidada a explicar a alta no preço do arroz. A ministra relatou que a elevação se deu principalmente por aumento de consumo, motivado pela pandemia e o pagamento de auxílio emergencial. "Houve mudança de hábitos na pandemia, passamos a comer mais", disse a ministra. "Estamos vivendo no mundo um desequilíbrio em vários preços de commodities." A situação deverá se normalizar em janeiro, com a nova safra, segundo a ministra. Na transmissão, Bolsonaro voltou a criticar o governador de São Paulo, João Doria, sobre a intenção de obrigar a população de seu Estado a se vacinar contra a covid-19. "Eu, que sou o governo, não vou comprar a tua vacina, procura outro aí", finalizou.