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Bolsonaro procura Petrobras sobre consequências de ataque dos EUA no Irã

Bolsonaro deixa Palácio da Alvorada, em Brasília, para cumprir agenda oficial
Bolsonaro deixa Palácio da Alvorada, em Brasília, para cumprir agenda oficial

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (3) que tentou falar com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre riscos de uma possível alta de combustíveis no país devido ao ataque dos Estados Unidos que matou o general Qassim Suleimani, comandante da força de elite iraniana Quds, mas não conseguiu.

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Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro admitiu que a ação dos EUA vai impactar o preço do petróleo no mercado internacional, o que pode repercutir no Brasil.

"Que vai afetar, vai. Agora vamos ver o nosso limite aqui", disse ele a jornalistas.

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Os contratos futuros do petróleo subiam quase 4% nesta manhã de sexta-feira, depois que um ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá matou o chefe da força de elite Quds, do Irã.

O presidente disse que o governo não pode intervir no preço do combustível e destacou que, quando foi feito no passado uma política de tabelamento, não deu certo.

Anteriormente, a Petrobras acumulou prejuízos ao não repassar para o mercado interno a alta das cotações externas.

Bolsonaro também voltou a defender a quebra do que chamou de "monopólio" no setor de combustíveis, além de mudanças na cobrança do ICMS como forma de baratear o preço dos derivados de petróleo.

"A questão do combustível, temos que quebrar o monopólio. A distribuição é a coisa que mais pesa no combustível", afirmou.

A Petrobras, que detém um monopólio no refino de combustíveis no Brasil, está vendendo aproximadamente metade de sua capacidade, como forma de concentrar seus investimentos no pré-sal e reduzir a dívida.

Já o setor de distribuição de combustíveis é dominado por algumas grandes empresas, mas o segmento de revenda (postos) é bastante pulverizado no país.

O presidente disse também que vai conversar com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, sobre a operação dos Estados Unidos no Iraque que matou Suleimani para então opinar sobre o assunto.

EUA, DAVOS, ÍNDIA

Bolsonaro afirmou ainda na entrevista que vai em fevereiro aos Estados Unidos para visitar empresários que vão lhe apresentar uma possível solução energética para o Estado de Roraima, que não está conectado ao sistema elétrico nacional.

Ele disse que buscará solução para o abastecimento de energia de Roraima, que atualmente se vale principalmente de termelétricas enquanto aguarda a construção de uma linha de transmissão que deverá passar por reserva indígena.

O presidente disse também que neste mês está prevista sua ida ao Fórum Econômico Mundial de Davos e, posteriormente, uma viagem à Índia.

Ele destacou que a Índia é um país que tem um comércio enorme e está interessado em abrir mais portas para o Brasil.

Bolsonaro afirmou que está à disposição de conversar com o presidente da Argentina, Alberto Fernandez, com quem teve desentendimentos públicos desde a corrida eleitoral do país vizinho.

Ele destacou que há um bom comércio entre os dois países em várias áreas.

"Espero que as medidas que estão tomando lá de sobretaxar a exportação de grãos e o trigo também não valha para nós", ressalvou.

O presidente disse ainda que não está previsto um encontro entre ele e Alberto Fernandez, mas mostrou-se simpático à aproximação.

"Não está previsto, mas não me furtaria. Se quiser falar comigo, eu o receberia com todas as honras que um chefe de Estado merece", frisou.

Na saída da entrevista, Bolsonaro afirmou que iria visitar a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que está no hospital após passar por um procedimento cirúrgico.