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Bolsonaro diz que situação energética 'vai dar dor de cabeça'; conta de luz ficará mais cara

·2 minuto de leitura
Aneel (National Electric Energy Agency) approved on 21 August 2018 in Sao Paulo, Brazil, an average readjustment of 24.42% in Elektro Electricity tariffs. The readjustment becomes effective on the 27th. For residential consumers, the average readjustment authorized by Aneel was 23.20%. For industrial consumers, it was 26.75%. Elektro serves 2.6 million units in 223 cities in the interior and coast of Sao Paulo and five in Mato Grosso do Sul. (Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
O quadro é tão dramático que alguns especialistas apontaram que já poderíamos ter tido um racionamento em 2020 se não fosse a fraca demanda em razão da pandemia.
  • Existe a chance de cobrar um nível 2 de bandeira vermelha nas contas

  • ONS espera reservatórios com 20% da capacidade em outubro

  • Térmicas, mais caras e poluentes, serão acionadas

Pode preparar o bolso: a conta de luz deve ficar ainda mais cara ao longo do ano.

Com a pior seca da história, os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste terminam o período de chuvas com o pior nível desde 2015. Eles fecharam esta segunda com 33,7% de sua capacidade.

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Assim, a tendência é que as térmicas, mais caras poluentes, sejam acionadas.

As informações são da Folha de S.Paulo.

O quadro é tão dramático que alguns especialistas apontaram que já poderíamos ter tido um racionamento em 2020 se não fosse a fraca demanda em razão da pandemia.

A oferta sob risco também pode atrapalhar a retomada do crescimento econômico, que também está abaixo da expectativa de algumas vozes do mercado.

O Operador Nacional do Sistema espera que os reservatórios de Sudeste e Centro-Oeste chegarão a outubro com 20% de sua capacidade, mesmo patamar do início de 2020.

O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores nesta segunda (10) que o problema é sério e que "vai dar dor de cabeça".

Desde 2015 a Aneel antecipa parte dos custos das térmicas por meio da cobrança de bandeiras tarifárias. Em maio, já com as perspectivas ruins para 2021, foi acionada a bandeira vermelha nível 1, que acrescenta R$ 4,17 para cada 100 kWh consumidos.

O impacto da cobrança pode ser ainda maior caso a Aneel aprove o aumento do custo das bandeiras vermelhas (temos dois níveis), que passariam para R$ 4,60 e R$ 7,57. Essa proposta estava sendo discutida até a semana passada.

Outras formas de cobrir os custos

A Aneel tem outros mecanismos para repassar o custo da energia térmica ao consumidor. Parte desse gasto extra é pago na revisão tarifária das distribuidoras de energia.

Os chamados Encargos de Serviços do Sistema podem dobrar este ano, chegando a R$ 20 bilhões. Resumindo: além das parcelas mensais, o consumidor deve ter um reajuste maior quando a distribuidora local passar por revisão tarifária.

Falta de investimentos em alternativas

Além do período seco, que vai até outubro no pior dos cenários, especialistas apontam que essa crise também reflete a falta de investimentos em alternativas energéticas, como usinas eólicas e solares.

E é claro que os problemas não param por aí. O Brasil está com 25% de sua capacidade térmica indisponível no momento, seja por obras de manutenção, seja por gargalos na transmissão.

A Petrobras também deve fazer, em agosto, a manutenção de um dos principais sistemas que produzem gás no país, o campo de Mexilhão, em São Paulo. E vai aproveitar para fazer reparos em térmicas que consomem esse gás.

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