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Aliança pelo Brasil confirma Bolsonaro e Flávio como presidente e vice; dois governadores devem se filiar

Matheus Schuch e Fabio Murakawa

Jair Renan, outro filho do presidente, também vai ocupar uma função na legenda O presidente Jair Bolsonaro foi confirmado nesta quinta-feira como presidente de seu novo partido, o Aliança pelo Brasil. Em evento em um hotel, em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) também foi confirmado como vice-presidente da legenda.

Na última quarta-feira, o Valor noticiou que os dois deveriam ser anunciados no evento desta quinta. Com o filho mais velho na Vice-Presidência, abre-se a possibilidade de Bolsonaro se licenciar do cargo no partido, deixando o comando formal nas mãos de Flávio. Segundo fontes informaram ao Valor, porém, a tendência é que ele não se licencie.

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Pai e filho presidirão a comissão provisória de trabalho, que existirá enquanto a legenda não for de fato criada. Jair Renan, outro filho do presidente, foi confirmado como um dos vogais da legenda - esse cargo, geralmente, tem voz e voto na direção, sem função executiva direta.

Dois governadores devem se filiar ao partido

O Aliança pelo Brasil já assegurou a filiação de ao menos dois governadores, ambos da região Norte e que também se desfiliarão do PSL. Antonio Denarium, de Roraima, e Marcos Rocha, de Rondônia, estiveram no evento que deu o pontapé inicial à criação do Aliança.

"Eu sou um bolsonarista. Fui eleito com o apoio do presidente e vou segui-lo", disse Denarium ao Valor. "Assim que o processo de criação do partido estiver concluído, eu assino a minha ficha de filiação." Rocha, por sua vez, confirmou a aliados durante o evento que também se desfiliará do PSL para ingressar no Aliança. Segundo sua assessoria disse, ele ingressará no Aliança a convite do presidente Bolsonaro.

Bolsonaro defende coleta digital de assinaturas

Mais cedo, ao sair do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que só irá se envolver nas eleições municipais de 2020 se conseguir criar formalmente o Aliança pelo Brasil a tempo de participar da disputa. Ainda que seja crítico da segurança das urnas eletrônicas, o presidente defendeu que a coleta de assinaturas para a criação da sigla precisa ser feita de forma digital para dar agilidade ao processo.

Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada

Antonio Cruz/ Agência Brasil

"O voto pode, assinatura não pode? Não sei... De acordo com a decisão (do Tribunal Superior Eleitoral), a gente vai saber se forma para março ou para o final do ano que vem", afirmou. "Se for possível a eletrônica, a gente forma um partido para março. Se não for possível, eu não vou entrar em disputas municipais no ano que vem, estou fora". Para a criação do partido, além de uma série de etapas burocráticas, é necessária a coleta de mais de 471 mil assinaturas.

Ao lado do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Bolsonaro garantiu que "nenhum ministro vai entrar no (novo) partido". "Nós não vamos ter a participação do governo na criação do partido. Para evitar a interpretação equivocada de que eu estou usando a máquina pública para formar o partido", afirmou.