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Bolsonaro diz que reajuste da Petrobras agora seria para atingir governo

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***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  07-06-2022 - O presidente Jair Bolsonaro participa de  Cerimônia Brasil pela Vida e pela Família, no Palácio do Planalto.  (Foto: Gabriela Bilo /Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 07-06-2022 - O presidente Jair Bolsonaro participa de Cerimônia Brasil pela Vida e pela Família, no Palácio do Planalto. (Foto: Gabriela Bilo /Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (16) que, caso a Petrobras conceda um novo reajuste nos combustíveis neste momento, seria para atingir o seu governo.

O conselho da companhia, que ele já anunciou intenção de trocar inteiramente, se reuniu nesta tarde para discutir o aumento nos preços.

"Espero que a Petrobras não queira aumentar diesel, aumentar gasolina nesses dias que estamos negociando aqui com o Parlamento", disse Bolsonaro na sua transmissão semanal nas redes sociais.

"Só posso entender que seria um reajuste agora interesse político para atingir governo federal", completou.

Bolsonaro não mencionou a reunião extraordinária do conselho nesta quinta.

Diante dos valores dos combustíveis, em especial do diesel, bem abaixo das cotações internacionais, a Petrobras vem sinalizando que fará reajustes.

O aumento no preço dos combustíveis é a principal preocupação do governo, que busca reeleger Bolsonaro.

O presidente, segundo pesquisas de intenção de voto, está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para Bolsonaro, a Petrobras deveria ao menos esperar que as medidas propostas pelo governo sejam aprovadas e sancionadas antes de realizar um novo reajuste.

Nos últimos quinze dias, o governo surgiu com a ideia de um projeto de lei que estabelece teto para alíquotas de ICMS sobre combustíveis.

A proposta foi aprovada no Congresso na quarta-feira (15), mas ainda precisa ser sancionada pelo presidente.

Além disso, o governo apresentou a chamada PEC dos Combustíveis, que permite zerar o ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha, com uma compensação do governo federal aos estados.

A PEC será discutida pelos parlamentares na próxima semana.

O chefe do Executivo voltou a dizer na live que as medidas podem reduzir em R$ 2 o litro da gasolina e R$ 1 o litro do diesel, segundo suas próprias contas.

Bolsonaro repetiu a fórmula de crítica à Petrobras que vem utilizando nos últimos meses, e disse que um novo aumento no preço dos combustíveis seria "maldade com o povo".

"Quanto mais o povo está sofrendo aqui, mais felizes estão os diretores e o atual presidente da Petrobras".

Para o presidente, a empresa poderia ficar meses sem reajustar, ao contrário do que ele chamou de reajustes automáticos. Mas há uma "sanha" em repassar os aumentos, segundo disse.

"Há um interesse enorme dos minoritários, não consigo explicar, não vou cometer nenhuma injustiça aqui", disse.

"Porque o presidente da Petrobras, os diretores tem essa sanha de imediatamente reajustar o preço dos combustíveis. Para atender não sei o que, o interesse da empresa, de minoritários, de fundos de pensão estrangeiros que atuam lá dentro, dizer que nossa Petrobras está dando lucro e lá atrás dava prejuízo", completou.

Durante a semana, o governo tentou convencer a Petrobras a evitar reajustes neste momento, para que os benefícios cheguem ao bolso do consumidor antes que novos aumentos nas refinarias ofusquem os efeitos da redução de impostos.

O setor de combustíveis alega, porém, que o repasse demorará, já que as distribuidoras têm estoques comprados ainda com as alíquotas atuais. O benefício, porém, depende da renovação dos estoques, o que deve ocorre totalmente em dez a quinze dias.

A Petrobras não quis comentar o assunto. Na semana passada, em resposta a notícias sobre a pressão para segurar preços, a empresa divulgou uma nota reforçando a defesa de sua política comercial, que prevê o acompanhamento das cotações internacionais.

"A prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado é condição necessária para que o país continue sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diversos agentes", afirma a companhia, que vem alertando o governo para riscos de falta de produtos no segundo semestre.

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