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Bolsonaro diz que pandemia 'pode ser fabricada' e que pedidos de impeachment 'não darão em nada'

Redação Notícias
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Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta quarta-feira, de um evento privado com artistas em uma churrascaria de Brasília e, ao discursar para aliados, afirmou que a pandemia da Covid-19 “pode ser fabricada”.

Um vídeo que circula no Twitter mostra também o momento da fala em que o presidente ironizou os pedidos de impeachment contra ele, afirmando que “não dão em nada” e que representam uma “tentação na sociedade”.

“Quis o destino que uma pandemia, que pode ser fabricada, nos atingisse no início do ano passado. Nós continuaremos nesta cadeira até o final de 2022, tenho certeza disso. Não adianta falar que tem 40 processos de impeachment, Roberto Jefferson, porque se juntar todos não dá nada, absolutamente nada. Propostos por partidos de esquerda como PT, PCdoB, PSOL, ou até mesmo a OAB, não levam a lugar nenhum a não ser para causar transtorno e tentação na sociedade”, declarou.

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Dos 62 pedidos de impeachment protocolados desde o início do mandato de Bolsonaro, 56 estão ativos. Os outros cincos foram arquivados ou não aceitos, sem que o mérito fosse analisado. Cabe ao presidente da Câmara decidir se aceita ou não um pedido desse tipo.

Pesquisa Atlas, divulgada na segunda-feira (25), mostrou que 53% dos brasileiros apoiam o impeachment de Bolsonaro. Já um levantamento do Instituto Datafolha, anunciado na semana passada, apontou que o impeachment é rejeitado por 53% e defendido por 42%.

Enquanto discursava, o presidente foi aplaudido pelos apoiadores e chamado de “mito” diversas vezes. Ao seu lado, aparecem o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que também gritava “mito”, e o ministro do Turismo Gilson Machado, que ria e aplaudia enquanto o Bolsonaro falava. Entre os artistas presentes no encontro estão os cantores Amado Batista e Rick, da dupla sertaneja Rick & Renner.

do Extra