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Bolsonaro diz que irá vetar quarentena incluída no Código Eleitoral, caso o Senado aprove

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro já decidiu que caso a obrigatoriedade da quarentena para magistrados, procuradores, policiais e militares seja aprovada também no Senado ele irá vetar esse artigo. A Câmara aprovou a sua inclusão no Código Eleitoral e o prazo obrigatório para o afastamento será de no mínimo quatro anos.

— Voltaram com a quarentena no Código Eleitoral. Você que é militar da ativa, bombeiro, policial civil, militar, juiz. Para ser candidato tem que estar cinco anos na reserva. Absurdo isso. Espero que o Senado não aprove — disse Bolsonaro na sua live desta quinta-feira.

Leia: href="https://oglobo.globo.com/politica/entenda-as-propostas-de-mudancas-do-novo-codigo-eleitoral-aprovadas-na-camara-25199720">Entenda as propostas de mudanças do novo Código Eleitoral aprovadas na Câmara

O presidente ainda deu uma estocada no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao se referir a um ex-presidiário que está livre e vai disputar as eleições em 2022.

— O cara sai da cadeia e pode ser candidato e você não pode. Não pode alijar os militares, não tem cabimento. A gente veta se aprovar — completou o presidente.

Bolsonaro disse ainda que se essa regra estivesse em vigência há algumas décadas, ele não poderia ser candidato a vereador no Rio e disse que a esquerda votou a favor para afastar os militares da política.

— É uma perseguição contra as classes militares. Eu não poderia ser candidato a vereador se isso tivesse em vigor. A esquerda, claro, votou a favor. Querem os militares mais longe da política.

O presidente fez a live ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e, às vésperas de viajar para a Assembleia Geral da ONU, reafirmou que só irá se vacinar depois que todo brasileiro tiver se vacinado. O presidente concordou com Queiroga da restrição de vacinação para adolescentes que não apresentam qualquer comorbidade. Disse que falou sobre esse assunto com o ministro.

— Vou decidir meu futuro depois que todo mundo tomar — disse Bolsonaro.

O presidente anunciou um dos assuntos que irá tratar na ONU, em seu discurso. Ele irá defender o estabelecimento do marco temporal para a demarcação das terras indígenas, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro voltou a afirmar que, se esse marco for derrotado, irá faltar alimento não só no Brasil, mas também no mundo.

— O marco temporal é um perigo, um risco para a segurança alimentar no Brasil e no mundo. De cada cinco pratos que se come no mundo, um vem do Brasil. Devo falar lá que se o marco temporal for derrubado, se tiver que demarcar novas terras, vai passar dos 13% de terras indígenas no território nacional para 26%. Vai dobrar — disse.

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