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Bolsonaro diz que enxugamento da Economia é para dar 'certa descompressão' a Guedes

·2 minuto de leitura
BRASÍLIA, DF, 22-07-2021: BOLSONARO-DF - O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice-presidente Hamilton Mourão e dos ministros Walter Braga Netto (Defesa) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), deixa o ministério da Defesa após um evento. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 22-07-2021: BOLSONARO-DF - O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice-presidente Hamilton Mourão e dos ministros Walter Braga Netto (Defesa) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), deixa o ministério da Defesa após um evento. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (22) que a decisão de enxugar o Ministério da Economia recriando o Ministério do Trabalho e da Previdência tem como objetivo dar "certa descompressão" ao ministro Paulo Guedes.

O ministro da Economia, por sua vez, reconheceu que o desmembramento de sua pasta teve motivação política, mas afirmou que o rumo econômico do país segue sem alterações.

O novo ministério será comandado por Onyx Lorenzoni, que na dança das cadeiras anunciada por Bolsonaro na quarta-feira (21) deixará a Secretaria-Geral da Presidência, que passará a abrigar o general Luiz Eduardo Ramos, removido da Casa Civil, que receberá o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos líderes do centrão.

"O Paulo Guedes tem um ministério enorme, ele agregou cinco ministérios no passado, quando assumiu. Um esforço enorme para manter aquele ministério funcionando. Ele mesmo concordou com a tirada dessa parte que é o antigo Ministério do Trabalho e da Previdência para passar a esse novo ministério", disse Bolsonaro em entrevista à rádio Banda B, de Curitiba (PR).

"Dá uma certa descompressão no Paulo Guedes e deixa o Onyx Lorenzoni tratar dessa questão importantíssima que precisamos, sim, além de recuperar empregos, é buscar mais alternativas para atender os desassistidos", disse Bolsonaro.

Guedes, Ramos e Bolsonaro encontram-se em um evento no Ministério da Defesa nesta quinta. Após o evento, o ministro da Economia conversou com os jornalistas por quase meia hora.

"A agenda econômica [vem] avançando bastante depois de [Arthur] Lira e [Rodrigo] Pacheco assumirem a presidência do Congresso. Vocês sabem que a sustentação parlamentar é decisiva. Eu sempre disse que este governo é uma aliança de conservadores nos costumes e liberais na economia. É natural que haja uma coalizão politica de centro direita para sustentar a agenda de reformas", afirmou Guedes.

O ministro disse que "tem havido dificuldades no Senado", portanto " é natural que haja uma reacomodação de forças politicas. Natural que o presidente queira reforçar a sustentação parlamentar, particularmente no Senado".

Guedes afirmou que Bolsonaro sempre lhe deu "apoio total" quando houve pressões que pudessem "desviar o nosso programa", como quando o Congresso pediu para recriar ministério do Planejamento, da Indústria, do Trabalho.

Paulo Guedes disse ainda que ficou acordado que o atual secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, migrará para a nova pasta "para dar continuidade".

"Está havendo uma reorganização interna sem nenhuma ameaça ao coração da política econômica. E é uma pressão politica inteiramente legítima. As práticas são republicanas, está tudo acontecendo à luz do dia", afirmou o ministro.

Paulo Guedes fez o deslocamento entre o Ministério da Defesa, onde estava em uma cerimônia, para o Ministério da Economia, onde trabalha, a pé.

No caminho, foi abordado por um homem com um tipo de deficiência na fala, mas que, com gestos, demonstrava dificuldade financeira. O ministro parou e deu ao menos R$ 50 a ele.

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